Congresso declara emergência elétrica no Paraguai

ASSUNÇÃO (Reuters) - A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou na quinta-feira um projeto que declara emergência nacional e amplia o orçamento da estatal de eletricidade por causa da crise energética no país. O Senado deve votar a medida nas próximas horas, dando à Administração Nacional de Eletricidade (Ande) cerca de 86 milhões de dólares para o aluguel de geradores que possam atenuar os problemas provocados pela obsolescência dos equipamentos e pela demanda muito superior à habitual.

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O Congresso foi convocado em caráter extraordinário durante o seu recesso de verão por causa dos constantes apagões e problemas de abastecimento de água em partes da capital e da região metropolitana de Assunção, que irritaram a população em meio a uma onda de calor.

O governo do socialista Fernando Lugo atribui a situação às décadas de má gestão e corrupção no setor elétrico, mas a oposição e até alguns aliados afirmam que ele demorou a reagir contra uma crise que já era iminente.

"As atuais autoridades não fizeram o que cabe para evitar este colapso. Um ano e meio (de mandato) é mais do que suficiente para saber o que convém fazer", disse o deputado oposicionista Mario Morel, do Partido Colorado, que dominou a política paraguaia por seis décadas.

O presidente da Ande, Germán Fatecha, disse aos deputados que a entidade quer investir mais de 400 milhões de dólares neste ano, para "o início de uma solução de fundo".

"Vamos precisar de três anos muito duros, e tenham certeza de que muito mais de 1 bilhão de dólares serão necessários para que o abastecimento energético seja de qualidade e com segurança no país", afirmou.

O Paraguai tem sociedade com o Brasil e com a Argentina em duas hidrelétricas fronteiriças - Itaipu e Yaciretá -, mas vende aos parceiros a maior parte da energia produzida.

O Brasil prevê financiar uma linha de transmissão em território paraguaio, a ser concluída até meados de 2013, para que o país possa aproveitar a energia de Itaipu.

(Reportagem de Daniela Desantis)

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