Congresso de Honduras estuda retirar do cargo presidente do país

Por Gustavo Palencia TEGUCIGALPA (Reuters) - Legisladores de Honduras estudam retirar do cargo o presidente do país, Manuel Zelaya, em meio a uma crise provocada pela intenção dele de realizar uma consulta popular que lhe abra caminho para a reeleição.

Reuters |

A crise teve início quando Zelaya destituiu na quarta-feira o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Romeo Vásquez, depois da recusa militar de mobilizar as urnas para a consulta do domingo, que foi declarada ilegal por um juiz.

A Corte Suprema de Justiça ordenou na quinta-feira a volta de Vásquez, e Zelaya foi com simpatizantes a uma base militar retirar as urnas para a consulta, depois de denunciar uma tentativa de golpe de Estado do Congresso e da Corte Suprema.

No entanto, na madrugada desta sexta-feira, o presidente afirmou que o risco de golpe de Estado havia passado. "O país está na tranqulidade", afirmou a jornalistas.

Legisladores do Partido Nacional, de oposição, disseram à Reuters que a comissão multipartidária nomeada pelo Congresso para investigar o presidente concluiu que ele violou a legislação, e assim se pediria que o Parlamento o declarasse incapaz de exercer o cargo e se encaminharia o início de um processo legal contra o presidente.

"No que coincidimos é em declará-lo incapaz para seguir governando o país", disse o deputado do Partido Nacional Wilfredo Bustillo, integrante da comissão onde o partido do governo, o Liberal, também está presente.

"Isso é o que vai se pedir no plenário do Congresso", completou.

O Parlamento tem 55 legisladores do Nacional e 62 do Liberal, sendo que algum dos situacionistas não apoiam a consulta popular. Há também 11 membros de partidos opositores menores.

Com o objetivo de ter mais argumentos para punir o presidente Zelaya, os parlamentares esperariam até a próxima semana para se reunir, depois da consulta para a qual continuavam nesta sexta-feira os preparativos.

O presidente defende o seu direito de realizar a consulta, apesar de a Justiça tê-la declarado ilegal, com a argumentação de que só a autoridade eleitoral pode convocá-la.

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