Congresso brasileiro vota na segunda envio de mais 800 militares ao Haiti

A Comissão Representativa do Congresso Nacional vota, na próxima segunda-feira, o envio de 700 militares do Exército e 100 policiais militares para reforçar o contingente da força de paz da ONU no Haiti, país devastado por um terremoto na semana passada.

Reuters |

O pedido para a votação foi feito na manhã desta quarta-feira em telefonema do ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), segundo o gabinete do parlamentar.

"No início desta tarde, José Sarney já entrou em contato com diversos líderes informando do assunto e convocando para a reunião", afirma nota da assessoria de imprensa do Senador.

Terremoto devastador

Segundo autoridades haitianas, entre 100 mil e 200 mil pessoas teriam morrido por conta do terremoto de magnitude 7,0 que deixou em ruínas a capital Porto Príncipe. Mais de 70 mil corpos já foram sepultados em covas coletivas. Nesta quarta-feira, um novo tremor de magnitude 6,1 voltou a assustar o país.

O Brasil lidera as tropas militares da Minustah desde 2004, quando a missão de paz foi instalada na nação caribenha após a queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide em meio a uma sangrenta onda de violência no país mais pobre das Américas.

Na terça-feira o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), do qual o Brasil faz parte, aprovou por unanimidade o envio de mais 1.500 policiais e 2 mil soldados à Minustah.

Até o momento já foram confirmadas as mortes de 21 brasileiros devido ao terremoto no Haiti, entre eles 18 militares que serviam na Minustah.

Também morreram na tragédia a fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns, que estava no país para uma série de palestras; o diplomata Luiz Carlos da Costa, segundo civil na hierarquia da Minustah; e uma brasileira com dupla nacionalidade que não teve sua identidade revelada pelo Itamaraty a pedido de seus familiares.

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