Congresso boliviano tem debate sobre lei eleitoral adiado

LA PAZ - O presidente do Congresso da Bolívia, Álvaro García Linera, declarou hoje um novo recesso no debate sobre a lei eleitoral perante a ausência dos legisladores de oposição, e advertiu que o Parlamento está se aproximando do delito.

EFE |

"Há quase 60 horas que o Congresso descumpre o estabelecido na Constituição e podemos ser objeto de processo judicial por qualquer cidadão por nossa incapacidade de cumprir o que a Carta manda. É uma vergonha", disse García Linera.

O debate parlamentar sobre a lei eleitoral da Bolívia, necessária para convocar as eleições gerais este ano, se encontra suspenso pela decisão dos parlamentares opositores de abandonar o Congresso após uma polêmica sessão realizada na quinta-feira.

García Linera, que declarou nas últimas horas outras duas separações por essa situação, adiou a sessão para amanhã às 12h30 (13h30, Brasília) e voltou a apelar aos deputados e senadores ausentes a que vão ao Congresso.

O presidente do Congresso chegou a oferecer todo tipo de facilidades, desde passagens áreas até o pequeno avião em que viaja o chefe de Estado, Evo Morales, para que vão a La Paz.

García Linera, também vice-presidente do governo, acusou os opositores de pôr em risco as eleições pelo temor de perder suas cadeiras e exigiu que não tenham medo da democracia e das decisões do povo.

Enquanto isso, o presidente da Bolívia, Evo Morales, mantém uma greve de fome, que começou na quinta-feira, para exigir a aprovação da lei eleitoral.

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