Congresso boliviano inicia sem acordos sessão sobre consulta constitucional

La Paz, 19 out (EFE).- O Congresso da Bolívia reiniciou hoje, nove horas e meia depois da hora prevista, a sessão sobre o referendo constitucional, sem que governistas e opositores tenham conseguido chegar a um acordo para aprovar a convocação.

EFE |

O Governo de Evo Morales confirmou hoje que não foi possível chegar a um pacto com os partidos da oposição por causa de suas objeções à reeleição presidencial, colocado pelo projeto constitucional e sua rejeição a que se antecipem as eleições gerais.

"Infelizmente não se pode fechar o pacto político que o povo da Bolívia quer", assinalou o ministro de Desenvolvimento Rural, Carlos Romero, que participou como representante do Governo nas negociações parlamentares sobre a nova Constituição.

Romero denunciou que a oposição quer "chantagear" e "dar uma punhalada ao processo de mudança" na Bolívia com uma decisão de caráter de "de grêmio" sobre um assunto que não é estrutural no debate sobre a nova Constituição.

Concretamente, explicou que a oposição não quer que, após a entrada em vigor da nova Carta Magna, as eleições presidenciais sejam antecipadas para 2009 e se abrevie a atual legislatura.

Isto apesar, disse, de o Governo ter atendido "todos os pedidos" da oposição sobre o projeto constitucional, entre eles, as demandas autônomas e das divergências sobre a reforma agrária.

Desde o governista Movimento ao Socialismo (MAS, o partido do presidente Evo Morales) o senador Félix Rojas assegurou que, apesar dos impedimentos dos opositores a seu partido fará "o esforço de sancionar o projeto de lei (de convocação constitucional), desagradando a quem desagradar".

A oposição insistiu em sua vontade de chegar a acordos, mas reiterou sua rejeição ao assunto da reeleição presidencial por um mandato porque entende que o objetivo de Morales é perpetuar-se no poder.

A conservadora aliança Poder Democrático e Social (Podemos) anunciou que votará contra o projeto de lei para convocar o referendo sobre o projeto constitucional com o qual Morales quer voltar a fundar a Bolívia.

O partido de Evo Morales não conta com a maioria suficiente no Congresso para aprovar a convocação constitucional, que requer o apoio de dois terços da Câmara. EFE sam/ma

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