Congresso boliviano começa a debater novo regime eleitoral

La Paz, 8 abr (EFE).- O Congresso da Bolívia iniciou hoje a sessão plenária para debater o novo regime eleitoral necessário para convocar as eleições presidenciais de 6 de dezembro, sem que Governo e oposição tenham chegado a acordos sobre esta lei.

EFE |

A sessão começou hoje à tarde, enquanto uma comissão parlamentar formada pelas quatro legendas do Congresso (o governista Movimento ao Socialismo e três da oposição) continua negociando os aspectos mais polêmicos do projeto eleitoral.

Os assuntos que opõem governistas e opositores são principalmente a criação de circunscrições eleitorais indígenas e a reserva de uma quota de cadeiras para estes setores, a regulação do voto dos bolivianos no exterior e o censo eleitoral.

A oposição rejeita o projeto de lei do Governo ao considerar que favorece a reeleição do presidente Evo Morales.

A sessão do Congresso se realizou sob a ameaça dos deputados governistas de renunciar a suas cadeiras se não se alcançasse um consenso antes da meia-noite de hoje.

Este prazo foi estabelecido porque a nova Constituição da Bolívia, promulgada em 7 de fevereiro, estabelece dois meses, que terminam hoje, para que o Congresso aprove um regime eleitoral transitório que permita convocar o pleito de dezembro.

Atualmente, o partido de Morales conta com maioria suficiente na Câmara dos Deputados, mas não no Senado, que é controlado pela oposição.

Em entrevista, o presidente do Congresso e vice-presidente do Governo, Álvaro García Linera, pediu às legendas "todo o esforço possível" para aprovar a lei porque, após a meia-noite, o Congresso se encontraria em uma "situação complicada" se não houvesse acordo.

García Linera disse que há setores da oposição, "minoritários", mas com capacidade de bloqueio, que não querem que se realizem as eleições. EFE sam/db

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