Congresso americano critica repressão a protestos no Irã

(atualiza com aprovação do Senado). Washington, 19 jun (EFE).- A Câmara de Representantes e o Senado dos Estados Unidos rejeitaram hoje, por meio de uma resolução bipartidária, a repressão governamental contra os manifestantes no Irã que começou após as eleições realizadas na última sexta-feira.

EFE |

A iniciativa, aprovada primeiro na Câmara e depois no Senado, "condena a contínua violência contra os manifestantes por parte do Governo do Irã e milícias pró-governo, assim como a contínua repressão governamental (...) através de sua interferência na internet e em telefones celulares".

Além disso, expressa o "apoio a todos os cidadãos iranianos que apoiam os valores da liberdade, os direitos humanos, as liberdades civis e o império da lei".

A resolução, que não é vinculativa, mas tem alto simbolismo político, foi apresentada na quinta-feira pelos legisladores Howard Berman, democrata, e Mike Pence, republicano.

Desta forma, os legisladores deixaram claro seu apoio inequívoco aos manifestantes, que tomaram as ruas em Teerã para impugnar os resultados das eleições, que deram a vitória ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, contra seu principal rival, Mir Hossein Mousavi.

Embora as autoridades iranianas insistam em que não houve fraude e tenham insinuado que os votos não serão recontados, outros líderes mundiais condenaram os resultados e pediram transparência eleitoral.

Nos Estados Unidos, vários legisladores republicanos consideraram morna a resposta do presidente americano, Barack Obama, à situação no Irã.

A Casa Branca assegurou que o líder americano adotou a postura certa frente a esta crise e, segundo disse na quinta-feira o porta-voz Robert Gibbs, Obama "demonstrou que compartilha as preocupações (dos manifestantes) e da comunidade internacional sobre a forma como as eleições ocorreram".

Antes de a resolução ser votada, o republicano Mario Díaz-Balart, da Flórida, disse que Obama "ficou calado e confuso" sobre o apoio aos manifestantes, mas que o Congresso "claramente respalda o povo iraniano e eles prevalecerão".

Já o republicano pela Virgínia Eric Cantor pediu a Obama que siga o exemplo da Câmara de Representantes "e fale a favor do povo iraniano e por sua luta pela liberdade e os direitos humanos". EFE mp/db

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