Congressistas pedem que Bush não assista a Jogos de Pequim

Washington, 1 abr (EFE).- Congressistas dos Estados Unidos pediram nesta terça-feira que o presidente George W.

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Bush reconsidere sua decisão de assistir aos Jogos Olímpicos de Pequim, como sinal de protesto pela violenta reação da China contra manifestantes do Tibete.

Em carta assinada por 15 legisladores, a maioria democratas, os congressistas, liderados por Maxine Waters (Califórnia), qualificam de "inadequada" a decisão de Bush de viajar à China para assistir aos Jogos Olímpicos.

"Seria claramente inadequado que o senhor assistisse aos Jogos Olímpicos na China, dada a natureza cada vez mais repressiva do Governo desse país", destacaram os congressistas em sua carta.

"Os Jogos Olímpicos são o evento esportivo internacional mais honorável, venerado e prestigioso no mundo, e sua presença somente serviria para aumentar a honra e o prestígio da China como anfitrião do evento", acrescentaram.

Os congressistas alegaram ainda que "líderes de todo o mundo representando vários países debatem atualmente de maneira aberta a possibilidade de boicotar a cerimônia inaugural dos Jogos Olímpicos".

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou que não descarta a possibilidade de um boicote à cerimônia de abertura, em função da maneira com a qual a China trata a situação no Tibete, e outros líderes de Alemanha, Noruega e Austrália se pronunciaram no mesmo sentido, ressaltaram na carta.

Outros líderes e políticos de Polônia, Estônia e República Tcheca "já anunciaram que não assistirão à cerimônia", acrescentaram.

Os legisladores lembraram a Bush os métodos repressivos que a China utiliza contra manifestantes do Tibete, a restrição do acesso a jornalistas estrangeiros à zona e a advertência de grupos defensores dos direitos humanos de que os detidos correm o risco de ser submetidos a torturas.

"Por tudo isso, recomendamos que renuncie a sua decisão de assistir aos Jogos Olímpicos na China e pedimos ao Governo desse país que mude sua política e comece a respeitar os padrões internacionais de direitos humanos", concluíram os congressistas.

EFE cae/mh

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