Congressistas dos EUA se reúnem com funcionários cubanos em Havana

Havana, 4 abr (EFE).- Sete congressistas democratas americanos começaram este fim de semana contatos políticos em Havana, em um momentos no qual a imprensa americana afirma que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, levantará em breve as restrições para as viagens e as remessas a Cuba.

EFE |

"Não trazemos propostas concretas. Estamos aqui para iniciar conversas sobre as relações entre Cuba e EUA. Pessoalmente, acho que é o momento de falar com Cuba", disse hoje, em entrevista coletiva, Barbara Lee, chefe do grupo de legisladores, que chegou na sexta-feira e permanecerá até quarta-feira.

Afirmou que os congressistas devem se reunir com funcionários do Governo, como o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, e o presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, com quem se encontraram na noite da sexta-feira.

"Até agora, tivemos uma visita muito produtiva. Ontem à noite, nos reunimos com o senhor Alarcón, com quem discutimos vários temas relacionados aos dois países", disse, sem dar mais detalhes.

"Gostaríamos muito de nos encontrar com o presidente Raúl Castro e estamos esperando que isso seja determinado", afirmou, ao ser perguntada sobre esse possível encontro.

A chegada dos legisladores americanos aconteceu no mesmo dia em que o diário "The Wall Street Journal" informou que Obama deve levantar as restrições de viagens e remessas a Cuba para os americanos com família na ilha, no que poderia ser um primeiro gesto de aproximação em relação ao regime cubano.

O jornal, que cita um funcionário de alta categoria do Governo dos EUA, não identificado, afirmou que, no entanto, Obama não pretende fazer uma chamada para levantar o embargo contra Cuba, que requereria uma ação legislativa, nem contempla uma aproximação diplomática específica.

"Achamos que muitas das ações que o presidente está tomando são passos dados na direção correta", disse Lee a respeito.

Em qualquer caso, desvinculou a viagem dos legisladores do Governo de Obama, ao explicar que, antes de vir à ilha, reuniram-se com funcionários do Departamento de Estado, mas não com o presidente dos Estados Unidos.

O ex-presidente cubano Fidel Castro se referiu em artigo divulgado na sexta-feira a Obama, sobre quem, disse, "é muito melhor" do que George W. Bush e do que seu rival republicano nas passadas eleições, John McCain.

No entanto, sustenta que "seu pensamento não se ajusta aos problemas reais do mundo atual" e que "o império é muito mais poderoso do que ele e suas boas intenções". EFE jlp/an

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