Havana, 5 abr (EFE).- Sete congressistas dos Estados Unidos que visitam Cuba conversaram com o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, sobre as medidas que podem ser tomadas a curto prazo em seu país para normalizar as relações bilaterais.

A chefe do grupo, Barbara Lee, disse hoje, em entrevista coletiva, que falaram no sábado com Rodríguez de "forma genérica" sobre princípios compartilhados pelos dois países e de medidas do embargo aplicado por Washington desde 1962 e que podem ser modificadas pelo Executivo, mas sem abordar questões concretas.

"Há ordens executivas que podem ser aplicadas e que começariam a permitir uma normalização das relações, e falamos do que poderia ser executado imediatamente", disse a congressista democrata.

Lee reconheceu que as medidas do bloqueio comercial e financeiro que são competência do Congresso dos EUA levarão mais tempo, e esclareceu que sua delegação, que chegou na sexta-feira e permanecerá em Cuba até a próxima quarta-feira, sabe que a normalização das relações "requererá muito trabalho".

A congressista declarou que tiveram com o chanceler uma "conversa muito aberta e franca", e que o propósito de seu grupo é iniciar com as autoridades cubanas um diálogo em um "ambiente aberto", para depois colocar "todos os temas na mesa para discussão", incluindo o dos direitos humanos.

Quando foi perguntado sobre a recente declaração do vice-presidente americano, Joseph Biden, de que Washington manterá o embargo, por enquanto, Lee disse que os legisladores têm que cumprir seu "dever" no Congresso e apoiar as medidas que considerarem mais benéficas para seu país.

O grupo de congressistas se reuniu na sexta-feira com o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, e espera que "seja determinado" se poderão se reunir com o presidente cubano, Raúl Castro. EFE jlp/an

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