Congressistas americanos se encontram com Fidel Castro

Um grupo de congressistas dos Estados Unidos se reuniu nesta terça-feira com o ex-presidente cubano Fidel Castro, em Havana, no primeiro encontro conhecido entre Fidel e autoridades americanas desde que ele se retirou do poder por motivos de saúde, em 2006. Em uma entrevista coletiva pouco após terem retornado a Washington, os parlamentares afirmaram que Fidel aparentava estar com boa saúde e teria perguntado como Cuba poderia ajudar o presidente Barack Obama a normalizar as relações entre os dois países.

BBC Brasil |

"Ele olhou diretamente em nossos olhos e perguntou: 'Como podemos ajudar, como podemos ajudar o presidente Obama'", afirmou a deputada democrata Laura Richardson.

A congressista disse ainda que Fidel teria "acompanhado a campanha de Obama" à Presidência e afirmou ter tido a impressão de que o líder cubano "quer que Obama tenha sucesso".

"Nova direção"

Durante a mesma entrevista coletiva, a deputada democrata Barbara Lee afirmou que chegou o momento de os Estados Unidos mudarem sua política em relação a Cuba e condenou o embargo americano à ilha caribenha.

"Nossa conclusão é que, dada a nova direção de nossa política externa, chegou a hora de olharmos em outra direção em relação às nossas políticas para Cuba. O embargo de 50 anos não funcionou", disse.

Lee, que é a líder da bancada afro-americana no Congresso, afirmou ainda que, durante o encontro, que durou cerca de duas horas, Fidel se mostrou "bastante encantador e disposto".

"Ele esteve doente, mas acho que nós podemos concordar que ele estava saudável e com pensamento muito claro", disse.

O encontro entre Fidel e três membros do Congresso americano aconteceu um dia depois de sete parlamentares também terem se encontrado com o atual presidente cubano e irmão de Fidel, Raúl Castro.

Embargo

Para a correspondente da BBC em Washington, Kim Ghattas, a visita dos congressistas a Cuba pode ser o sinal de uma mudança nas relações entre Washington e Havana.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve anunciar nos próximos dias um relaxamento nas restrições a viagens e envio de remessas a Cuba, impostas em 2004 por seu antecessor, George W. Bush.

Mesmo assim, segundo Ghattas, é improvável que o fim do embargo à ilha seja anunciado em breve.

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