Congressista diz que libertação de reféns depende de reunião com Uribe

Bogotá, 14 jul (EFE).- A congressista opositora Piedad Córdoba aguarda que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, a receba para concretizar como será a entrega de dois reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e o cadáver de um sequestrado, e, a partir desse encontro, levará menos de um mês para receber aos cativos.

EFE |

Em declarações a jornalistas na cidade de Cúcuta, no nordeste da Colômbia, a senadora do Partido Liberal pediu a Uribe que a receba em breve para que haja "rápidas possibilidades" de que os reféns voltem para casa.

"Estamos esperando que o presidente responda à solicitação da reunião que faríamos em resposta a esse avanço tão positivo que foi voltar a reativar a mediação e, depois que o presidente tomar a decisão de me receber ou nos receber, saberemos o que acontece, quais são as exigências do Governo e também expressar nossas exigências neste processo", disse a congressista.

Piedad deve colocar a Uribe a necessidade de "sair rápido" desse processo e lhe falará das "condições subumanas dos presos políticos" nas prisões da Colômbia.

Também quer conversar com o líder sobre outros fatos, como os massacres que - segundo ela - os paramilitares continuam realizando na Colômbia.

Uribe autorizou na semana passada que Piedad participe da missão humanitária que receberia os reféns que as Farc se comprometeram a libertar, sob a condição de que sejam entregues de maneira "simultânea" os 24 policiais e militares sequestrados, assim como três cadáveres de agentes que morreram durante o cativeiro.

O presidente disse que Córdoba poderia fazer parte dessa missão junto com a Cruz Vermelha Internacional e a Igreja Católica, depois que, em abril passado, a desautorizou para essa tarefa.

Em resposta, Córdoba agradeceu o gesto de Uribe, que qualificou de "positivo", e lhe pediu uma reunião para "abordar as definições de fundo sobre as libertações" de sequestrados pelas Farc.

"Até que tenhamos a autorização do Governo, não podemos fazer absolutamente nada, porque é assumir riscos desnecessários", disse hoje Piedad em Cúcuta, perto da fronteira com a Venezuela. EFE fer/an

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