Ataques a tiros deixam cinco mortos enquanto eleitores da República Democrática do Congo escolhem presidente e Parlamento

A República Democrática do Congo vai às urnas nesta segunda-feira em uma eleição marcada pelo clima de tensão. Homens armados atacaram um centro de votação e um caminhão que levava cédulas na cidade de Lubumbashi, deixando ao menos cinco mortos.

Mulher vota em colégio eleitoral em Kinshasa, na República Democrática do Congo
AP
Mulher vota em colégio eleitoral em Kinshasa, na República Democrática do Congo

Mais de 32 milhões de eleitores devem votar para presidente eleger os novos membros do Parlamento. Onze candidatos concorrem à presidência, incluindo o atual líder, Joseph Kabila, que é amplo favorito. Seu principal rival é o veterano Etienne Tshisekedi, de 79 anos.

No sábado, confrontos entre partidários dos dois candidatos deixaram dois mortos e levaram a União Africana e a ONU a pedir que os partidos atuem para conter a violência.

Soldados da Polícia Nacional da RDV e da Missão da ONU no país (Monusco) foram convocados para garantir a segurança na votação. O processo eleitoral será supervisionado por 2,5 mil observadores nacionais e 300 internacionais.

Além dos incidentes de violência, a votação também enfrenta problemas logísticos. De acordo com a agência AP, vários colégios eleitorais não abriram em Kinshasa por causa de atrasos na chegada de material.

De acordo com Comissão Eleitoral Nacional Independente (Ceni), há 63 mil colégios eleitorais, 186 mil urnas e 64 milhões de cédulas. Os colégios eleitorais fecham às 17h (13h de Brasília), mas o presidente da Ceni, Daniel Ngoyi, deu sinal verde para que a votação seja prorrogada até as 21h se for necessário.

Com EFE e AP

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.