Congo anuncia prisão de líder rebelde

Militares da República Democrática do Congo anunciaram nesta sexta-feira a prisão do líder do principal grupo rebelde que atua no leste do país, o general Laurent Nkunda. Ele foi detido na noite de quinta-feira por soldados em Ruanda, para onde fugiu na tentativa de resistir a uma operação conjunta de forças ruandesas e congolesas, iniciada três dias antes.

BBC Brasil |

Nkunda liderava a milícia de etnia tutsi Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP), ao qual organizações de defesa dos direitos humanos atribuem várias atrocidades contra civis, inclusive assassinatos, estupros e tortura. No ano passado, confrontos entre o grupo e o Exército congolês levaram mais de 250 mil pessoas a deixarem suas casas no leste do país.

O porta-voz do governo, Lambert Mende, disse à BBC que está satisfeito com a prisão, pois "Nkunda causou muitos danos ao Congo".

Ruptura

Segundo a correspondente da BBC em Goma, Karen Allen, o líder rebelde foi detido por soldados ruandeses e deve ser entregue às autoridades congolesas em breve.

Ainda de acordo com Allen, a liderança de Nkunda parece ter começado a perder força nas últimas semanas, quando uma facção rompeu com o CNDP e anunciou um cessar-fogo com as forças do governo.


Foto de novembro de 2008 mostra o líder rebelde Laurent Nkunda / AP

Nkunda e seu grupo alegavam que lutavam para proteger a comunidade tutsi de ataques de rebeldes ruandeses das Forças Democráticas para Libertação de Ruanda (FDLR), de etnia hutu, que estão baseados no Congo e são acusados de terem participado do genocídio de Ruanda em 1994.

O governo do Congo vem prometendo impedir os rebeldes hutus de atuarem no território do país, mas não conseguiu fazê-lo.

As forças do governo também são acusadas de atrocidades por grupos de defesa dos direitos humanos.

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