Lagos - Mais de 50 pessoas, incluindo oito estudantes universitários e três policiais, morreram em confrontos registrados na sexta-feira na cidade de Jos, no centro da Nigéria, após o atraso no anúncio do resultado das eleições locais, informou a imprensa local.

Os meios de comunicação citam testemunhas para indicar a quantidade de mortos, já que as autoridades não comunicaram oficialmente o número de pessoas que perderam a vida.

A Polícia, por sua vez, informou que um de seus membros e "muitos civis" estão entre os mortos.

Por ordens diretas do presidente da Nigéria, Umaru Yar'adua, tropas do Exército tomaram posições em Jos, capital do estado de Plateau, onde os enfrentamentos, com conotações étnicas e religiosas, continuaram durante toda a noite e prosseguiam hoje apesar do toque de recolher noturno imposto pelas autoridades.

Centenas de pessoas também ficaram feridas nos choques entre os eleitores do governista Partido Democrático Popular (PDP) e os seguidores do opositor Partido de Todos os Povos da Nigéria (ANPP), que suspeita de fraude para que o candidato da legenda perca as eleições para a chefia do Conselho Administrativo de Jos Norte.

À medida que a violência se espalhava e originava uma crise étnico-religiosa, dois generais do Exército, que passavam pela cidade e seguiam para Lagos, foram feridos e internados juntamente com outras 40 pessoas que também se machucaram nos motins.

O governador de Plateau, Jonah Jang, que impôs o toque de recolher do anoitecer ao amanhecer, ordenou que as forças de segurança disparem contra os amotinados.

Os atuais enfrentamentos têm como protagonistas membros da etnia berom, em sua maioria cristãos, e hauçá, muçulmana, que mantêm uma rivalidade histórica em Plateau, epicentro entre 2001 e 2004 de choques similares que deixaram centenas mortos e obrigaram o Governo a declarar estado de emergência na região.

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