Roma, 8 jan (EFE).- Quatro imigrantes ficaram feridos hoje, dois deles por arma de fogo, durante os confrontos registrados nas últimas horas em Rosarno, no sul da Itália, com moradores da cidade.

Os dois baleados, que já foram transferidos a um hospital da região, foram atingidos nas pernas, mas o estado de ambos não é grave, segundo fontes policiais.

Por enquanto, não se sabe quem foi o responsável pelos disparos.

Pouco depois, outros dois imigrantes ficaram feridos depois de terem sido agredidos por moradores da região de Rosarno.

Segundo a delegação do Governo em Reggio Calabria, a província italiana à qual pertence Rosarno, estes dois últimos imigrantes feridos estão estado grave.

No total, os distúrbios que vêm ocorrendo desde a noite passada já deixaram 37 feridos, 19 deles cidadãos de fora da União Europeia (UE) e 18 agentes das forças da ordem.

Oito pessoas foram detidas - sete estrangeiros e um italiano - depois de distúrbios que levaram na tarde desta sexta-feira, segundo a imprensa italiana, a uma tentativa de ataque com veículos contra pelo menos cinco imigrantes.

O clima de tensão levou o chefe da Polícia italiana, Antonio Manganelli, a enviar um novo contingente de agentes para garantir a segurança na região.

Em comunicado de imprensa divulgado nesta sexta-feira, o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, exige que se detenha "sem demora" todo tipo de violência na zona.

Os distúrbios em Rosarno ocorrem desde a noite passada, quando centenas de imigrantes, em sua maioria africanos e que vivem de biscates, saíram às ruas para protestar depois que dois deles ficaram feridos ao ser atacados por desconhecidos com um fuzil de ar comprimido.

Em declarações à imprensa italiana, a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) na Itália, Laura Boldrini, disse que é necessário "impedir a caça ao imigrante" e iniciar um diálogo com as comunidades de estrangeiros.

De acordo com veículos de comunicação locais, os imigrantes vivem amontoados em uma velha fábrica abandonada em condições subumanas. A maioria deles não tem documentos e sobrevive graças aos cerca de 25 euros que ganham por um dia de trabalho no campo. EFE mcs/bba

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