Confrontos no Peru já deixaram 31 vítimas

Lima, 6 jun (EFE).- Nove policiais morreram nas últimas horas e três estão desaparecidos após uma confuso operação de libertação de reféns no norte do país, e com isso sobe para 31 o número de vítimas, entre agentes e indígenas, em consequência dos confrontos registrados na sexta-feira.

EFE |

"Ontem, as forças da ordem recuperaram a estação (petrolífera) seis. Efetivamente, há nove falecidos da Polícia Nacional do Peru", disse hoje, em entrevista coletiva na cidade de Bagua, o chefe da 6ª Brigada da Selva do Exército, Raúl Silva.

Além disso, "há um agente gravemente ferido, três desaparecidos e 25 que foram resgatados", disse o chefe da Polícia Nacional do Peru, José Sánchez, em entrevista coletiva em Lima.

Os 38 policiais, além de um engenheiro, foram retidos ontem na estação seis da companhia petrolífera estatal Petroperú, em Imazita, por centenas de manifestantes, dentro de um protesto das comunidades nativas iniciada em 9 de abril contra vários decretos legislativos que consideram lesivos.

O primeiro-ministro peruano, Yehude Simon, disse hoje, em entrevista coletiva, que os nove policiais foram assassinados "a sangue frio" pelos nativos, enquanto as autoridades dialogavam com eles para que "se retirassem em paz" da estação.

Com a morte dos nove policiais aumenta hoje para 22 o número de agentes que morreram nos violentos fatos em Bagua, que começaram na manhã da sexta-feira com a desocupação pelas forças da ordem de milhares de nativos que tinham tomado há quase duas semanas uma estratégica estrada do norte peruano.

Simon esclareceu que, além dos nove policiais que morreram hoje, ontem morreram outros 13, dois a mais dos que se informou inicialmente, e nove nativos perderam a vida.

O primeiro-ministro disse também que há 155 civis e 24 policiais feridos, além de 72 detidos. EFE wat/an

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