Confrontos no Chade matam 225 rebeldes e 22 soldados do Governo

(atualiza números de baixas dos rebeldes e oferece dados das baixas governamentais). Ndjamena, 8 mai (EFE).- Um total de 225 rebeldes e 22 soldados do Governo morreram em dois dias de confrontos entre o Exército do Chade e a guerrilha da União das Forças da Resistência (UFR) no leste do país, informaram as autoridades em mensagem pela televisão.

EFE |

O ministro de Comunicação e porta-voz do Governo chadiano, Mahamat Hissène, após atualizar os números de "baixas provisórias", entre as quais também ressaltou que havia 31 soldados governamentais feridos, disse que 212 rebeldes foram capturados nos combates.

Os confrontos ocorreram de quarta-feira até hoje no leste do país, nas imediações da cidade de Abéché.

Hissène disse que as forças governamentais apreenderam mais de 125 veículos dos rebeldes, enquanto outros 100 ficaram inutilizados ou destruídos.

Por sua parte, as forças governamentais perderam dez veículos, destruídos pelos guerrilheiros, ressaltou Hissène.

O ministro admitiu que os combates continuam hoje nos arredores de Abéché, informação confirmada à Agência Efe por fontes de organizações humanitárias internacionais que atuam na zona.

Uma rádio local também confirmou a continuação dos combates e informou a partir de Abéché que "há movimento de tropas e de milicianos locais em veículos militares" ao local dos confrontos.

Segundo o ministro, as forças do Governo "estão realizando operações de limpeza" dos rebeldes da União das Forças da Resistência que ficam no sudeste do país.

Hissène disse que os combates provocaram graves danos na cidade de Am Dam, situada a sudeste de Abéché, perto da fronteira com o Sudão.

Na quarta-feira, os rebeldes da UFR realizaram um ataque na região sudeste do Chade e obrigaram diversas organizações humanitárias internacionais a reduzir suas atividades na área, segundo relatou à Efe um responsável do grupo espanhol Intermón-Oxfam, que atua na região de Goz Beida.

O Governo do Chade acusa o vizinho Sudão de apoiar um ataque rebelde contra tropas chadianas no leste do país apesar do acordo de reconciliação assinado entre as duas nações no último dia 3, em Doha.

O Exército sudanês nega ter concedido apoio aos rebeldes chadianos nos recentes ataques contra tropas governamentais e argumentou que esta questão era um assunto interno do Chade. EFE omm/db

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