Pelo menos oito pessoas morreram e várias ficaram feridas nos confrontos entre opositores e partidários do presidente Evo Morales no departamento de Pando, na fronteira entre Bolívia e Brasil, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais.

"Temos informações de que há oito mortos, que estão no necrotério de Cobija, mas existem relatos, ainda não confirmados, de mais óbitos", disse em entrevista coletiva Sacha Llorenti, vice-ministro de Movimentos Sociais.

"Paralelamente, há registros de dezenas de feridos, muitos ainda escondidos nas montanhas para escapar do tiroteio", revelou Llorenti, que chamou a ação de "um massacre".

Os confrontos ocorreram na comarca de Porvenir, 30km a leste da cidade de Cobija, capital do departamento de Pando, quando grupos cívicos e funcionários do governo, contrários ao presidente Evo Morales chegaram para impedir uma reunião de camponeses pró-La Paz.

Llorenti responsabilizou o governador de Pando, Leopoldo Fernández, pelas mortes no confronto.

Evo Morales, o primeiro dirigente indígena da história da Bolívia, trava há meses meses uma dura batalha com os governadores da Meia Lua, formada pelos departamentos de Santa Cruz, Tarija, Beni, Pando e Chuquisaca, que rejeitam um projeto de Constituição qualificado de "indigenista" pela oposição de direita e exigem uma maior autonomia em relação a La Paz.

O movimento contra Morales foi radicalizado nos últimos dias nas cinco províncias opositoras, com o bloqueio de estradas e a ocupação de prédios e instalações estatais.

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