Confrontos matam pelo menos 4 na República Democrática do Congo

Candidato da oposição Etienne Tshisekedi rejeitou resultado da última eleição no país; manifestantes dizem que processo foi fraudulento

BBC Brasil |

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Pelo menos quatro pessoas foram mortas na capital da República Democrática do Congo, Kinshasa, desde que os resultados da eleição presidencial do país foram divulgados, na sexta-feira (9), indicando a reeleição do presidente Joseph Kabila. O candidato de oposição Etienne Tshisekedi rejeitou o resultado, mas pediu que seus eleitores e simpatizantes permaneçam calmos.

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As autoridades congolesas dizem que a situação está sob controle. No entanto, há informações que tiros ainda ecoam na capital e na cidade de Mbuji-Mayi, no centro do país. Em ambas as cidades, a oposição recebeu grande votação. Muitos eleitores das duas localidades acreditam que as eleições foram fraudulentas.

O governo afirmou que a posição de Tshisekedi é "ilegal e irresponsável". Além do candidato, a União Europeia, os Estados Unidos, a França e a Bélgica - que controlou a República Democrática do Congo em seu período colonial - pediram calma. Os resultados indicam que Kabila conquistou 49% dos votos, contra 32% de Tshisekedi. O candidato de oposição alega ter recebido pelo menos 54% dos votos. O resultado ainda precisa ser confirmado pela Suprema Corte do país.

Pneus em chamas

Neste sábado, em meio a pedras arremessadas e pneus em chamas, moradores de um subúrbio de Kinshasa acusaram as forças de segurança de atacá-los, matando jovens e saqueando casas e lojas. A chefia de polícia afirmou que a situação estava controlada nas duas cidades, mas admitiu que agentes de segurança mataram quatro pessoas na capital.

Ativistas de direitos humanos afirmam ainda que um civil foi morto em Mbuji-Mayi e que um líder comunitário foi assassinado no leste do país. As outras principais cidades da República Democrática do Congo permanecem calmas. Apesar de suas diferenças sobre o resultado da eleição, os líderes políticos procuraram não incentivar seus correligionários a agir.

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