Confrontos matam ao menos 45 na capital da Somália

MOGADÍSCIO - Forças do governo somali atacaram posições rebeldes em Mogadíscio, nesta sexta-feira, deflagrando batalhas pela capital que mataram ao menos 45 pessoas, o número mais alto de vítimas em meses.

Reuters |

AP

Combatentes islâmicos mantém guarda durante confronto com soldados do governo

Países vizinhos e forças de segurança do Ocidente temem que a Somália, mergulhada numa guerra civil há 18 anos, possa se tornar um refúgio para militantes ligados à Al Qaeda.

"Ao menos 45 pessoas, incluindo 28 civis, morreram nos confrontos de hoje", disse à Reuters Ali Yasin Gedi, vice-presidente da Organização Elman para a Paz e Direitos Humanos.

"Cento e oitenta e duas pessoas, incluindo civis e os grupos combatentes, também ficaram feridas."

Os moradores corriam pelas ruas empoeiradas e se protegiam nos muros enquanto a artilharia pesada atingia a capital. Algumas crianças movimentavam-se de maneira confusa perto de um corpo, com o sangue escorrendo pela areia.

Combatentes de turbantes levando cintos de munição nos ombros matavam o tempo numa esquina, enquanto uma caminhonete 4x4 com uma metralhadora em cima passava em alta velocidade.

O governo diz que há pouca esperança de negociar com os homens armados do Shabaab que tentam derrubá-lo. A administração diz que os rebeldes não têm uma agenda política e contam com centenas de extremistas estrangeiros em suas fileiras.

"Os grupos de oposição têm nos provocado nas últimas três semanas", disse o ministro da Defesa, Mohamed Abdi Gandi.

"Devemos continuar combatendo essa oposição com ideologia estrangeira. Eles querem destruir nosso governo com o uso da violência, mas isso não vai acontecer", acrescentou ele a repórteres.

O islâmico Sheikh Hassan Dahir Aweys, influente líder de oposição que já governou Mogadíscio com o presidente Sheikh Sharif Ahmed, também afirmou que suas forças prosseguirão com a luta.

"Deveremos derrotar o governo em breve, se Deus quiser", disse ele à Reuters em sua casa em Mogadíscio. "Não seremos enganados por ocidentais, como Sharif."


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