Por Ibrahim Mohamed MOGADÍSCIO (Reuters) - As tropas do governo somali apoiadas por tropas de paz da União Africana (UA) entraram em confronto com rebeldes no domingo, deixando ao menos 43 mortos no norte de Mogadíscio, segundo residentes e autoridades.

O governo da Somália e mais de 4.300 militares da União Africana (Amisom) não conseguiram controlar os redutos rebeldes em Mogadíscio e outras regiões da nação do Chifre da África, apesar do apoio e treinamento internacional.

"Nós matamos 40 combatentes do grupo al Shabaab e continuamos a enfrentá-los. Agora nós os expulsamos de três distritos do norte de Mogadíscio. Tropas de paz da UA estão nos apoiando", disse Salad Ali Jelle, um parlamentar envolvido nos combates.

O vice-prefeito de Mogadíscio disse que os rebeldes haviam dominado uma área próxima ao palácio presidencial no fim de semana. "A Amisom nos apoiou nesta mais recente operação porque os rebeldes estavam a um quilômetro do palácio presidencial", disse Abdifitah Shawey. "Nós perdemos três soldados no confronto."

O governo interino da Somália vem pressionando para uma extensão das ações da Amisom para permitir que seus soldados ajudem as tropas do governo a combater grupos de oposição. Tropas de paz da Uganda e de Burundi podem apenas se defender quando atacadas e proteger locais-chave como o palácio presidencial, o aeroporto e o porto.

Os confrontos na Somália que ocorrem desde que as tropas etíopes derrubaram a União das Cortes Islâmicas em 2006 já mataram ao menos 18 mil pessoas e deixaram milhares de desabrigados. No sábado, confrontos entre rebeldes e tropas do governo mataram ao menos 20 pessoas.

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