Confrontos entre rebeldes e tropas da UA matam 18 na Somália

Mogadíscio, 24 set (EFE).- Pelo menos 18 pessoas morreram em novos ataques feitos por milicianos islâmicos contra bases da missão de paz da União Africana na Somália (Amisom) em Mogadíscio, capital do país, confirmaram hoje fontes dos insurgentes.

EFE |

Os combates tiveram como protagonistas soldados ugandenses da Amisom e membros de um grupo fundamentalista islâmico, que atacou as tropas da UA no centro de Mogadíscio.

O líder desse grupo, que se identificou como Sheikh Mohammed Dul Yaddeyn, admitiu responsabilidade pelos ataques e afirmou que suas milícias "continuarão com a jihad na Somália".

Este novo grupo rebelde, chamado Brigada Raskiamboni, é composto, aparentemente, por seguidores de Sheikh Hassan Alturki, líder islâmico somali com nexos com a Al Qaeda.

Durante os enfrentamentos, retomados ontem à noite após os ataques de segunda-feira passada que deixaram 34 mortos e nove feridos, ambas as partes utilizaram armas pesadas, e os disparos atingiram principalmente a população civil.

Um dos mísseis causou a morte de seis pessoas, cuja casa desabou com o primeiro impacto, disse à Agência Efe um dos parentes da família.

A troca de tiros afetou também áreas remotas de Mogadíscio, assim como os acampamentos para deslocados nos arredores da cidade, disseram outras testemunhas.

O grupo insurgente afirma que seus membros mataram seis soldados ugandenses e que teve, por sua vez, um morto e dois feridos entre suas fileiras.

O porta-voz da Amisom, major Berigye Bo Huku, rejeitou as informações dos insurgentes e afirmou que o ataque foi repelido pela força de paz da UA sem sofrer baixas e que seus soldados não dispararam contra civis. EFE aa/rr

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