Confrontos entre rebeldes e milicianos prosseguem na RDC

Kinshasa, 5 nov (EFE).- Os confrontos entre a milícia Mai-Mai, aliada do Governo da República Democrática do Congo (RDC), e os rebeldes tutsis do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) prosseguem hoje em Rutshuru, na província congolesa de Kivu Norte, informou hoje a ONU.

EFE |

As hostilidades no leste da RDC, reatadas ontem após quase uma semana de cessar-fogo, deixaram cercados na região de Kiwanja os funcionários da ONU que chegaram na última segunda com o primeiro comboio de ajuda médica para os 250 mil deslocados que fugiram do conflito.

A Cruz Vermelha começou a distribuir hoje ajuda de alimentos para cobrir por dez dias as necessidades básicas de 65 mil pessoas na região de Kibati, na RDC.

Em comunicado divulgado hoje, a organização afirma que está tentando solucionar os problemas mais imediatos de água, comida e higiene dos deslocados internos.

Soldados uruguaios e indianos dos capacetes azuis da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monuc) tiveram que resgatar ontem 12 membros da missão humanitária que estava na área de Kiwanja, a dois quilômetros de Rutshuru, tomada pelos rebeldes tutsis em 26 de outubro.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur, em inglês) confirmou ontem que três campos de deslocados perto de Rutshuru tinham sido destruídos, causando a fuga de 50 mil pessoas.

Enquanto o Acnur tenta descobrir hoje para onde fugiram os deslocados, o cessar-fogo em Goma, capital de Kivu Norte, está mantido, apesar de os rebeldes do CNDP, liderados pelo general Laurent Nkunda, estarem a apenas sete quilômetros rodeando a cidade.

No entanto, as acusações feitas ontem pelos rebeldes da CNDP, que denunciaram a presença de soldados zimbabuanos e angolanos na província de Kivu Norte, ameaçam transformar o conflito da RDC em um confronto no qual vários países poderiam se envolver.

Além disso, o chefe do contingente militar uruguaio que a ONU posicionou em Kivu Norte, general Jorge Rosales, afirmou que seus soldados foram atacados por tanques ruandeses, o que sustenta a acusação do Governo da RDC de que Ruanda apóia os rebeldes.

Por isto, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou seu desejo de se encontrar com os presidentes da RDC, Joseph Kabila, e de Ruanda, Paul Kagame, quando visitar a região. EFE jo/wr/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG