Confrontos entre radicais e Polícia já mataram mais de 100 na Nigéria

(atualiza número de vítimas). Lagos, 27 jul (EFE).- Mais de 100 membros do grupo islâmico fundamentalista Boko Haram morreram nos confrontos que mantêm desde o domingo passado com a Polícia em três estados do norte da Nigéria, confirmaram hoje porta-vozes policiais.

EFE |

Os choques armados começaram ontem no estado de Bauchi, onde militantes do Boko Haram, que representam o sistema educacional ocidental e apoiam a imposição da "Sharia" (lei islâmica) na Nigéria, atacaram uma delegacia.

No tiroteio, morreram 39 membros do grupo radical, assim como um policial e um soldado.

As autoridades de Bauchi detiveram 176 suspeitos de terem participado dos ataques contra as forças de segurança. O governador do estado, Issa Yuguda, impôs toque de recolher.

A violência se estendeu durante a noite aos estados limítrofes de Yobe e Borno, onde os rebeldes atacaram também postos da Polícia.

O porta-voz da Polícia de Borno, Issa Azare, disse à imprensa em Maiduguri, a capital do estado, que os membros da seita atacaram durante a madrugada a sede central policial e que no tiroteio morreram todos os agentes que estavam de guarda.

Azare, que não revelou o número de policiais mortos, disse que o ataque do Boko Haram foi repelido por policiais que se dirigiram ao quartel de outras delegacias da cidade e que mataram, pelo menos, 100 militantes islâmicos.

O porta-voz explicou que os habitantes de Maiduguri seguem em casa, enquanto as forças de segurança patrulham as ruas da capital provincial.

Ontem, dois membros do Boko Haram, que se acredita que tenham conexões com a Al Qaeda, morreram na explosão de bombas que estavam manejando e que seriam utilizadas contra prédios públicos.

Os membros da organização foram identificados como Hassan Sani Balami e Issa Viga Gwoza.

A explosão, que destruiu a casa de Balami e feriu gravemente sua mulher, aconteceu poucas horas depois de a Polícia ter anunciado a detenção de dois supostos fabricantes de bombas em Maiduguri.

Com quase 150 milhões de habitantes, que se integram em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, país mais povoado da África, é considerado um dos maiores quebra-cabeças sociais do continente, em que as diferenças por questões políticas, religiosas e territoriais derivam, em geral, em confrontos armados.

Mais de dez mil pessoas morreram na Nigéria em enfrentamentos entre grupos muçulmanos e cristãos e as forças de segurança desde 1999, quando foi implantada a "sharia" em 12 estados do norte do país. EFE dá/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG