Confrontos entre Polícia e manifestantes continuam em província peruana

Lima, 4 nov (EFE).- Os confrontos na província de Tacna, no sul do peru, continuaram hoje entre a Polícia e grupos de manifestantes que protestam contra a modificação de uma lei relativa à mineração, porque prejudicaria sua região.

EFE |

O porta-voz da Frente de Defesa de Tacna (FDT), José Mejía Cavero, informou à Agência Efe que os manifestantes atacaram uma delegacia e colocaram fogo em vários edifícios municipais, após se negar a acatar a suspensão das mobilizações decretada pela frente.

Estes confrontos, que se repetem há uma semana com maior ou menor violência, deixaram hoje pelo menos dez policiais feridos e duas pessoas internadas em hospitais da região, informou a emissora local "Radio Uno".

Os confrontos mais fortes ocorreram nas imediações da delegacia de Ciudad Nueva, onde a Polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão que protestava por causa da morte, no fim de semana passado, de um manifestante durante os distúrbios na região.

Além disso, a "Radio Uno" informou que há dois tanques do Exército peruano patrulhando as ruas de Tacna para evitar a presença de piquetes de manifestantes nas diferentes vias da localidade.

Para o porta-voz da FDT, a organização civil que convocou a manifestação há uma semana, em protesto contra a modificação da lei sobre a mineração, os "distúrbios e atos de vandalismo" que ocorrem hoje na região são causados por um setor da população que não acata a trégua nas mobilizações.

O primeiro-ministro peruano, Yehude Simon, disse à imprensa que vários dos agitadores detidos não são sequer de Tacna e que vão ao local para estimular os protestos "e atingir a democracia".

Simon pediu também que as autoridades dessa região, localizada cerca de 1.348 quilômetros ao sul de Lima, façam respeitar seus direitos e não se deixem levar pelos grupos radicais que pretendem espalhar o caos e a violência.

Cavero disse que o FDT decidiu ontem suspender todas as mobilizações enquanto durarem as negociações com o Governo para tratar o assunto.

Tacna se mobilizou há uma semana contra a modificação da lei que aloca fundos do Estado obtidos pela fiscalização da atividade de mineração às regiões do Peru e que, segundo a região, prejudica os interesses da zona a favor do departamento vizinho de Moquegua. EFE amr/an

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