Confrontos entre israelenses e palestinos deixam 6 feridos em Jerusalém

Jerusalém, 16 mar (EFE).- Confrontos entre manifestantes palestinos e policiais israelenses deixaram hoje seis pessoas feridas em Jerusalém Oriental, mas se estenderam por inúmeras áreas da cidade chegando até Kalandia, na entrada de Ramala.

EFE |

Fontes palestinas informaram à Agência Efe que nas últimas duas horas se registraram distúrbios dentro da Cidade Antiga de Jerusalém - controlada pela Polícia israelense -, nas muralhas da cidade, no bairro de Ras El Amud, no campo de refugiados de Shuafat e na aldeia de Abu Dis.

Segundo fontes palestinas e israelenses, pelo menos três mulheres palestinas ficaram feridas pela Polícia israelense e três oficiais israelenses sofreram ferimentos leves após serem apedrejados.

Os distúrbios ocorrem de forma intermitente e espontânea em diferentes pontos e são sufocados pela Polícia israelense com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral, informaram as fontes.

Na maioria das manifestações, protestam pequenos grupos de até uma centena de palestinos, alguns mascarados.

Nas muralhas de Jerusalém, mais de 200 pessoas participaram de um protesto pacífico, liderada pelo ex-candidato presidencial palestino Mustafa Barghouti e pelo deputado árabe-israelense Taleb el-Sana.

"Viemos aqui dizer que não cederemos, que essa é a capital do futuro Estado palestino", disse Barghouti, que pediu aos manifestantes não usarem a violência.

Este protesto foi dissolvida pela Polícia depois que alguém lançou uma pedra contra as forças de segurança que vigiavam o ato, conforme constatou a Agência Efe.

Mais de 3 mil policiais israelenses estão mobilizados por toda a cidade, onde há cinco dias Israel limitou o acesso à Esplanada das Mesquitas e ao Ministério da Defesa, decretando o fechamento dos territórios palestinos.

Fontes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) citadas pelo diário israelense "Yedioth Ahronoth" informam que também suas forças de segurança estão hoje em estado de alerta e tomaram posições por todos os núcleos urbanos da Cisjordânia. EFE nmh/sa

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