Conflito deixou ao menos 19 mortos e 82 feridos, sendo 30 em estado grave; centro de El Rodeo 1 tem capacidade para 750 presos e acomoda 3,6 mil

Pelo menos 19 presos morreram desde domingo em um confronto armado entre internos da prisão El Rodeo 1, no Estado de Miranda, no norte do país.

Segundo informações dadas pelo ministro do Interior e da Justiça, Tareck El Aissami, nesta terça-feira, houve "uma lamentável situação que ocorreu no domingo em El Rodeo”, que deixou também ao menos 82 feridos. Segundo o jornal venezuelano El Universal, cerca de 30 presos estão gravemente feridos, e por isso não foram removidos do centro penitenciário.

Parentes de presos do centro de Rodeo I, no Estado de Miranda, aguardam notícias sobre confronto entre internos (13/6)
AP
Parentes de presos do centro de Rodeo I, no Estado de Miranda, aguardam notícias sobre confronto entre internos (13/6)
Os 19 mortos já foram identificados, mas a lista ainda não foi publicada pelas autoridades. Informações extraoficiais indicam que o registro de mortos pode aumentar, já que na noite de segunda para terça-feira foram ouvidos tiros e explosões dentro da prisão, segundo testemunhas.

O ministro venezuelano não confirmou se a situação no interior da penitenciária já está sob controle. Do lado de fora do centro penitenciário, 150 mulheres parentes dos detentos estão em alerta. Elas teriam se dirigido ao local depois de informações de que os feridos haviam sido removidos para hospitais próximos.

O incidente pode ter sido o mais violento registrado dentro de um centro de detenção na Venezuela desde 1999, quando 27 presos morreram em um confronto com carcereiros, segundo organizações humanitárias.

Segundo o diretor do Observatório Venezuelano de Prisões (OVP), Humberto Prado, há mais de 3,6 mil presos em El Rodeo 1, que tem capacidade para apenas 750.

Organizações não-governamentais dizem que a Venezuela tem uma população carcerária de cerca 44,5 mil pessoas, mas só tem capacidade para acomodar 15 mil. Mais de 300 presos morrem todos os anos vítimas da violência e das condições desumanas.

*Com AFP

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