Confrontos entre exército e curdos deixam 17 mortos na Turquia

Em 26 anos de guerra, cerca de 40 mil morreram em confrontos

EFE |

Ancara - Pelo menos 17 pessoas, 12 delas militantes do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), morreram em confrontos depois que os rebeldes curdos atacaram um posto militar na noite de quinta-feira. A imprensa turca informa nesta quinta-feira que um grupo de milicianos atacou uma brigada na última noite, matando um tenente e ferindo outro militar perto da localidade de Dogan, na província sudeste de Siirt.

Pouco depois, um comando de guardas rurais enviado para apoiar os soldados caiu em uma emboscada na qual morreram três de seus membros. Unidades aéreas do Exército foram levadas à região para interceptar o grupo do PKK responsável pelo ataque ao destacamento militar. Nos choques que desta manhã, pelo menos 12 militantes do PKK foram abatidos pelas forças turcas, segundo oficiais do Exército. Segundo a agência "Anadolu", outro militar foi morto nos confrontos, que ainda não terminaram.

Segundo essa mesma fonte, as autoridades sírias iniciaram uma operação contra membros do PKK em seu território, detendo 400 pessoas, acusadas de pertencer ou colaborar com o grupo, classificado como terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Segundo a "Anadolu", as propriedades dos que forem considerados culpados serão confiscadas pelo Estado sírio.

O PKK intensificou seus ataques nos últimos meses e nas últimas duas semanas matou 50 soldados turcos. O partido pegou em armas contra o Estado turco em 1984 para reivindicar a autonomia dos 12 milhões de curdos que vivem na Turquia. Nestes 26 anos de guerra não declarada, aproximadamente 40 mil pessoas morreram nos confrontos entre rebeldes e forças de segurança.

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