Cairo, 3 mai (EFE).- Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas hoje e 14 foram detidas em confrontos entre a Polícia egípcia e criadores de porcos que tentavam evitar o sacrifício de seus animais no bairro de Muqattan, no leste do Cairo.

Em uma entrevista coletiva improvisada no local, o chefe da Polícia da capital egípcia, Ismail al-Shair, disse que, entre os feridos, há sete policiais e cinco manifestantes, que protestavam contra o sacrifício dos porcos ordenado pelo Governo egípcio para evitar a propagação da gripe suína.

Os confrontos começaram quando os criadores de porcos de Muqattan começaram a jogar pedras nos agentes, que responderam lançando bombas de gás lacrimogêneo.

Segundo a Agência Efe constatou, vários policiais com material antidistúrbios isolaram a entrada ao bairro para evitar o acesso dos jornalistas e de curiosos.

Fontes dos serviços de segurança disseram à Efe que os choques ainda continuam no bairro, onde vivem os criadores de religião cristã copta em meio a montanhas de lixo, já que também fazem coleta desse material.

Os confrontos ocorrem depois que, na quarta-feira passada, o Governo egípcio decidiu sacrificar todos a população de porcos do país, calculada em 350 mil animais, para combater a gripe suína, da qual não se registrou nenhum caso no Egito.

As autoridades egípcias iniciaram ontem o sacrifício dos porcos, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmar que não há nenhuma prova que os animais transmitam a gripe aos humanos e não há risco em consumir carne suína.

Essa é a primeira iniciativa destas características adotada por um Governo desde o início do foco de gripe suína, que foi detectado no México e se estendeu para 18 países. EFE jrg-aj-ssa/an

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