Confrontos durante manifestação contra ultradireita em Israel

Manifestantes e policiais se enfrentaram nesta terça-feira na cidade árabe israelense de Um el-Fahem durante um protesto contra uma passeata da ultradireita na localidade, que foi declarada zona militar fechada.

AFP |

A polícia israelense mobilizou quase 3.000 homens nos arredores de Um el-Fahem para tentar impedir os confrontos, mas foi obrigada a usar bombas de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e jatos d'água. Os manifestantes responderam com pedras.

A confusão atrapalhou os planos dos ativistas israelenses de extrema direita, que se viram obrigados a realizar a passeata do lado de fora da cidade, antes de voltar para suas casas.

As autoridades declararam a localidade "zona militar fechada".

Os manifestantes contrários à marcha dos extremistas judeus, liderados por deputados e dirigentes árabes, se reuniram na entrada da cidade da Baixa Galileia no início da manhã. A eles se uniram ativistas israelenses de esquerda.

A marcha israelense, que a polícia autorizou na semana passada, deveria ser liderada por três dirigentes da ultradireita, Baruch Marzel, Itamar ben Gvir e o deputado Michael Ben Ari.

Eles afirmaram que pretendiam exercer o direito democrático de protestar em qualquer lugar do território israelense.

Os árabes israelenses são acusados pela ultradireita israelense de "traição", porque apoiariam os palestinos contra o Estado do qual são cidadãos.

Um el-Fahem é considerada um reduto nacionalista árabe israelense e do movimento islâmico em Israel.

Os árabes representam quase 20% da população israelense.

bur-dlm/fp

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