Confrontos deixam mais de 50 feridos em Jerusalém

(Atualiza números de vítimas e detalhes dos confrontos) Jerusalém, 16 mar (EFE).- Cerca de 50 palestinos e três oficiais israelenses ficaram feridos hoje nos confrontos entre manifestantes palestinos e policiais israelenses em Jerusalém Oriental, que se intensificaram em inúmeras áreas da cidade chegando até a estrada de Kalandia, na entrada de Ramala (Cisjordânia).

EFE |

Fontes palestinas informaram à Agência Efe que nas últimas duas horas se registraram distúrbios dentro da Cidade Antiga de Jerusalém - controlada pela Polícia israelense -, nas muralhas da cidade, no bairro de Ras El Amud, no campo de refugiados de Shuafat e na aldeia de Abu Dis.

Segundo fontes palestinas e israelenses, pelo menos três mulheres palestinas ficaram feridas pela Polícia israelense e três oficiais israelenses sofreram ferimentos leves após serem apedrejados.

Os distúrbios ocorrem de forma intermitente e espontânea em diferentes pontos e são sufocados pela Polícia israelense com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral, informaram as fontes.

Na maioria das manifestações, protestam pequenos grupos de até uma centena de palestinos, alguns mascarados.

Nas muralhas de Jerusalém, mais de 200 pessoas participaram de um protesto pacífico, liderada pelo ex-candidato presidencial palestino Mustafa Barghouti e pelo deputado árabe-israelense Taleb el-Sana.

"Viemos aqui dizer que não cederemos, que essa é a capital do futuro Estado palestino", disse Barghouti, que pediu aos manifestantes não usarem a violência.

Esse protesto foi sufocado pela Polícia depois que alguém lançou uma pedra contra as forças de segurança que vigiavam o ato, conforme constatou a Agência Efe.

Palestinos e israelenses se enfrentam desde a primeira hora do dia, declarado pelo grupo islamita Hamas como "Dia da Ira", em protesto contra as "provocações" de Israel na parte oriental de Jerusalém.

Até o meio-dia de hoje, o local mais longe aonde chegaram as manifestações foi a estrada de Kalandia, entre Ramala e Jerusalém, abafada pela Polícia israelense de fronteiras.

Testemunhas relataram à Efe que "em Kalandia, o clima está muito perigoso" e que "parecem dias de Intifada".

A Polícia israelense também controla todos os acessos à cidade para impedir que palestinos de cidadania israelense, residentes na Galiléia, cheguem à cidade para participarem das manifestações.

No início da manhã, a Polícia israelense tinha reforçado a segurança em todos os bairros de Jerusalém Oriental já prevendo distúrbios civis, depois de o Governo do Hamas na Faixa de Gaza convocar protestos contra a reabertura de uma histórica sinagoga no bairro judaico da Cidade Antiga de Jerusalém, que estava em reforma.

Mais de 3 mil policiais israelenses estão mobilizados por toda a cidade, onde há cinco dias Israel limitou o acesso à Esplanada das Mesquitas e ao Ministério da Defesa, decretando o fechamento dos territórios palestinos.

Fontes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) citadas pelo diário israelense "Yedioth Ahronoth" informam que também suas forças de segurança estão hoje em estado de alerta e tomaram posições por todos os núcleos urbanos da Cisjordânia. EFE nmh/sa

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