Confrontos deixam 156 mortos na China

PEQUIM (Reuters) - Confrontos deixaram 156 mortos na região de Xinjiang, no noroeste da China, e a polícia dispersou manifestantes na segunda-feira, informou a agência oficial de notícias Xinhua. Cerca de 200 pessoas que tentavam se reunir na mesquita de Id Kah no centro da cidade de Kashgar, na rota da seda, foram dispersadas pela polícia nesta segunda, um dia depois de confrontos violentos na capital regional de Urumqi, disse a Xinhua.

Reuters |

A polícia tem "pistas" de que houve esforços para organizar "manifestação" na cidade de Aksu e no distrito de Yili Kazakh, informou a Xinhua, sem dar mais detalhes.

A violência reforça a instabilidade étnica que acompanha o crescimento econômico nas fronteiras ocidentais da China.

Mas analistas independentes disseram que os problemas na região não devem causar impacto na economia chinesa devido ao acesso limitado à região remota.

Uma autoridade do governo chinês disse que as manifestações tinham sido planejadas por forças extremistas do exterior.

Moradores de Urumqi, capital de Xinjiang, alegaram que não tiveram acesso à Internet nesta segunda-feira.

"A cidade está basicamente sob lei marcial", disse por telefone Yang Jin, um vendedor de frutas secas.

A tevê estatal chinesa mostrou imagens dos manifestantes atirando pedras contra os policiais e virando um carro de polícia, e também cenas de fumaça saindo de veículos queimados.

Li Xhi, chefe do Partido Comunista de Urumqi, disse mais cedo numa entrevista coletiva que o total de mortos nos confrontos era 140, segundo a agência de notícias semioficial China News Agency. A Xinhua afirmou que 816 pessoas ficaram feridas.

A polícia prendeu "várias centenas" de pessoas envolvidas nos conflitos, incluindo mais de 10 líderes dos manifestantes, disse a Xinhua.

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