Confrontos armados já deixaram 58 mortos no Líbano

Beirute, 12 mai (EFE).- Pelo menos 58 pessoas morreram no Líbano como conseqüência dos confrontos armados que explodiram na última quarta entre partidários da maioria parlamentar e da oposição, liderada pelo Hisbolá, afirmam fontes policiais.

EFE |

As fontes afirmaram que chega a 199 o número de feridos nos combates, que atualmente continuam no vale do Bekaa (leste do país) e na cidade de Trípoli.

No entanto, ainda não há informações sobre os grupos aos quais pertencem as vítimas, os locais nos quais faleceram e aqueles que ficaram feridos.

Além disso, foram colocados em liberdade quatro funcionários da Prefeitura de Aley, um distrito de maioria drusa a sudeste de Beirute, que foram seqüestrados por partidários da oposição, afirma Akram Chehayeb, membro do Partido Socialista Progressista, que é presidido pelo druso Walid Jumblatt.

Chehayeb também afirmou que a situação voltava à normalidade pouco a pouco nesta região montanhosa, na qual ontem aconteceram confrontos entre opositores e membros da maioria parlamentar.

Os funcionários municipais foram seqüestrados após o Hisbolá responsabilizar Walid Jumblatt da morte de dois combatentes do grupo xiita e do desaparecimento de um terceiro.

Os choques que acabaram desembocando na atual situação começaram na última quarta em Beirute e se intensificaram na quinta-feira entre milicianos do Hisbolá e vários grupos afins contra as milícias dos grupos pró-governo, especialmente as do partido Corrente do Futuro, lideradas por Saad Hariri.

Os confrontos se estenderam depois para o vale do Bekaa, fronteiriço com a Síria e um dos redutos do Hisbolá, assim como para Tiro, principal cidade do norte do país e para a área drusa de Aley.

A crise explodiu na última quarta após o secretário-geral do Hisbolá, Hassan Nasrallah, afirmar que a decisão do Governo de acabar com a rede de telecomunicações de seu grupo era "uma declaração de guerra".

No entanto, após assumir o controle de amplas áreas de Beirute e de outras cidades, o Hisbolá decidiu ceder suas posições ao Exército, depois que este decidiu frear a execução de duas decisões do Governo contra a entidade. EFE ks/fal

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