Confronto no Afeganistão termina com morte de 47 pessoas

Autores dos ataques foram mortos pelas forças de segurança do país, afirmam autoridades afegãs

EFE |

As autoridades afegãs afirmaram nesta segunda-feira que os ataques realizados neste domingo pelos talibãs em Cabul terminaram e que todos os insurgentes envolvidos na ação foram mortos pelas forças de segurança do país.

Leia também: Taleban lança ataques simultâneos em Cabul e no resto do país

"Todos os agressores morreram, a luta terminou", afirmou à Agência Efe um porta-voz do Ministério do Interior, Sediq Sediqui. De acordo com sua versão, nas últimas horas as forças de segurança mataram os dois últimos insurgentes que resistiam, um que se encontrava no hotel Cabul Star, próximo ao setor de embaixadas, e outro que estava próximo ao Parlamento afegão.

Os ataques começaram ao meio-dia de domingo. A ofensiva foi liderada por três comandos insurgentes em Cabul, embora também foram registradas ações nas cidades de Jalalabad, Puli Alam e Gardez. Os talibãs chamaram a ação de ofensiva de primavera.

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Os talibãs dispararam contra várias embaixadas, uma base das tropas internacionais e edifícios oficiais afegãos, entre eles o Parlamento nacional. "Ninguém subestima a gravidade destes ataques e vamos trabalhar para determinar suas causas", afirmou ontem o chefe militar da missão da Otan no Afeganistão, geral John Allen.

Balanço de mortes

Trinta e seis insurgentes, três civis e oito membros das forças de segurança afegã morreram nos ataques realizados neste domingo por talibãs em Cabul e outras cidades do país.

Em entrevista coletiva, o ministro do Interior afegão, Bismillah Mohammadi, disse que 40 membros das forças de seguranças e 25 civis ficaram feridos nos ataques. Segundo ele, a ação foi realizada por insurgentes que vieram de fora do Afeganistão, disse o ministro em referência às áreas tribais paquistaneses.

Vários comandos talibãs lançaram neste domingo ataques coordenados em três cidades do leste do país e na capital afegã, Cabul, onde dispararam contra embaixadas e edifícios oficiais, entre eles o Palácio Presidencial e o Parlamento.

"A maioria dos insurgentes se deslocou vestindo burcas (traje usado por mulheres muçulmanas). As forças de segurança afegãs protegeram os civis em zonas muito movimentadas", afirmou Mohammadi.

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