Confronto entre militantes deixa dois mortos e feridos no Haiti

Haitianos irão às urnas neste domingo para escolher presidente para os próximos quatro anos

iG São Paulo |

Duas pessoas foram assassinadas e várias ficaram feridas por disparos, na noite de segunda-feira, no sudoeste de Haiti, após confrontos entre partidários de dois candidatos presidenciais, informou a polícia esta terça-feira. Os haitianos irão às urnas para escolher o presidente, dentre os 19 candidatos, que governará a nação nos próximos quatro anos, no próximo domingo.

As duas vítimas seriam simpatizantes do candidato Jude Célestin, do partido Inite, ligado ao poder, e de Charles-Henri Baker, do partido Respe, noticiaram rádios de Porto Príncipe.

AFP
Haitiana caminha em meio a propaganda eleitoral em Porto Príncipe, no Haiti
Um funcionário da polícia local informou na terça-feira que duas pessoas foram mortas, sem explicar as circunstâncias. "Estamos em processo de investigação para compreender o que foi que aconteceu", disse à AFP o inspetor da polícia, Pradel Casamajor.

"Os enfrentamentos ocorreram na pequena localidade de Beaumont, onde dois grupos de manifestantes que acompanhavam os candidatos em campanha eleitoral se enfrentaram com pedras, garrafas e armas de fogo", contou, por telefone, um jornalista local.

"Os dois homens de Jude Célestin abriram fogo contra os nossos, matando um dos nossos seguidores e ferindo duas pessoas dos nossos quadros", disse à Rádio Metropole uma mulher ligada a Baker.

Na tarde de segunda-feira, uma caravana de Célestin também foi alvejada, informou um integrante do partido.

Cólera

Diante da epidemia de cólera que já matou mais de 1,3 mil pessoas no Haiti, nesta terça-feira também as Nações Unidas disseram ter recebido até agora US$ 6,8 milhões dos US$ 164 milhões requeridos para combater a doença.

"Chegou uma parte ínfima da soma requerida, sendo que temos a necessidade urgente de recursos", declarou a porta-voz do escritório, Elisabeth Byrs, em referência à solicitação urgente realizada no último dia 12 pelo organismo internacional. "É uma situação de extrema urgência, as vítimas não esperam e a rapidez pode salvar vidas humanas. Os doadores devem responder o quanto antes possível", advertiu a porta-voz.

Ela afirmou que, para enfrentar a epidemia, são necessárias equipes médicas e de enfermaria, pastilhas para purificar a água e elementos de hidratação, entre outros recursos.

Segundo o último balanço do governo haitiano, já faleceram em decorrência do cólera 1.344 pessoas, e de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 18.300 continuam internadas. Como 80% dos infectados não apresentam sintomas, o risco de disseminação da doença é maior.

Segundo o último relatório, divulgado na segunda-feira pelo Ministério da Saúde Pública e População, 56.901 pessoas foram atendidas em centros médicos com sintomas da doença.Entre as vítimas fatais, cerca de 12% são crianças com menos de cinco anos de idade, segundo as últimas informações do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

*Com AFP e Ansa

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