Confronto entre Israel e Líbano eleva tensão na fronteira

Após choque matar cinco pessoas, autoridades trocam acusações e Hezbollah adverte que "não silenciará" em novo conflito

iG São Paulo |

O choque entre soldados libaneses e israelenses que deixou cinco mortos nesta terça-feira elevou a tensão na fronteira entre Israel e o Líbano.

O chanceler de Israel , Avigdor Lieberman, disse que considera o governo libanês responsável pelo "sério incidente" e ameaçou o país vizinho com "consequências" caso a violência continue. Por sua vez, o premiê libanês, Saad Hariri, condenou a "agressão" israelense e disse que a soberania libanesa foi violada.

O líder do grupo xiita islâmico Hezbollah, Hassan Nasrallah, advertiu que "não silenciará" caso um novo confronto aconteça. "A mão israelense que atacou o Exército libanês será cortada pelo Hezbollah", disse Nasrallah em discurso transmitido na TV libanesa.

Estes foram os piores choques entre os dois países desde a campanha militar israelense contra o Hezbollah, no sul libanês, em 2006. A troca de disparos com armas automáticas e o lançamentos de foguertes na fronteira mataram três soldados libaneses, um oficial de alta patente do Exército de Israel e um jornalista.

O Líbano alega que a violência começou depois que tropas israelenses cruzaram a fronteira para cortar uma árvore que estaria bloqueando a visão de suas câmeras de monitoramento. Mas as Forças Armadas de Israel dizem que seus homens não tinham ultrapassado a "linha azul" - a fronteira reconhecida internacionalmente entre os dois paises - , quando foram atacados por homens vestindo uniformes militares do Líbano.

A área onde aconteceu o confronto fica no setor leste da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul). O confronto ocorreu justamente no dia em que o Hezbollah tem celebrações programadas por ocasião do quarto aniversário do final do conflito de 2006 com Israel.

A fronteira estava em relativa calma desde a guerra com o Hezbollah há quatro anos, que deixou 1,2 mil libaneses e 160 israelenses mortos. Depois da guerra de 2006, a ONU posicionou 12 mil membros das forças de paz na área.

As tensões ao longo da fronteira cresceram em meses recentes. Israel alega que o Hezbollah aumentou significativamente seu número de membros e melhorou seu arsenal de foguetes desde 2006. Entre outras coisas, autoridades israelenses acusam a Síria e o Irã de fornecer ao Hezbollah mísseis Scud que seriam capazes de atingir qualquer alvo em Israel, acusação que o Hezbollah rejeita confirmar ou negar. Além disso, mais de 70 pessoas foram presas no Líbano desde o ano passado sob suspeita de colaborar com Israel.

Com AP, EFE, AFP e BBC

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