Pelo menos 11 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em um confronto na cidade de Gaza entre a polícia do Hamas, grupo militante que controla a região, e homens armados do clã Dormoush.

Membros do clã estiveram envolvidos no seqüestro do jornalista da BBC Alan Johnston e na captura do soldado israelense Gilad Shalit.

Os confrontos começaram durante a noite da segunda-feira, quando as forças especiais do Hamas cercaram o bairro de Sabra, onde moram centenas de membros da familia Dormoush, conhecida por seu envolvimento com o grupo Exército do Islã e com atividades criminais na Faixa de Gaza.

Entre os mortos, estão um bebê de dois meses e um policial do Hamas, e entre os feridos está o lider do Exército do Islã, Momtaz Dormoush.

Arsenal

De acordo com o Hamas, o objetivo da operação especial no bairro de Sabra foi capturar os responsáveis pela morte de um policial do grupo.

Membros do clã se negaram a entregar os suspeitos aos policiais do Hamas e resistiram à invasão do bairro usando morteiros.

Porta-vozes oficiais do Hamas anunciaram que a operação foi "bem-sucedida" e que os três suspeitos pela morte do policial foram mortos.

De acordo com o Ministério do Interior da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas, os policiais realizaram buscas no bairro de Sabra e encontraram um extenso arsenal, que incluía morteiros e bombas de fabricação caseira.

Já houve outros confrontos violentos entre membros do clã Dormoush e o Hamas, que tomou o controle da Faixa de Gaza em junho de 2007.

Na época, lideres do Hamas ameaçaram libertar à força o jornalista Alan Johnston, da BBC, que estava em mãos do Exército do Islã, controlado por membros do clã.

Porém, no último momento, os seqüestradores entregaram Johnston à policia do Hamas e a violência foi evitada. Alan Johnston foi libertado em julho de 2007, depois de passar quase quatro meses no cativeiro.

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