Confronto com policiais durante protesto mata 1 e fere 3 na Bolívia

La Paz, 15 dez (EFE).- Uma pessoa morreu e três agentes ficaram feridos nesta segunda-feira em um confronto entre a Polícia boliviana e importadores de veículos usados, que bloqueavam a principal estrada que liga La Paz ao Chile, confirmou o Governo.

EFE |

O vice-ministro de Regime Interior, Marcos Farfán, confirmou em entrevista coletiva a morte de Nelson Aduviri, cujas causas, segundo disse, só poderão ser oficialmente divulgadas após a realização de uma necropsia.

Segundo a rede de televisão "ATB", Aduviri, de 22 anos, era empregado da zona franca de El Alto e morreu depois de ser atigido no pescoço por uma bala de borracha disparada pela Polícia durante os confrontos desta manhã em Patacamaya, a cerca de 100 quilômetros de La Paz.

Por sua vez, Juan Carlos Sarzuri, um dos líderes do setor, declarou à Agência Efe que dois manifestantes morreram nos enfrentamentos, mas que não tinha detalhes da identidade da segunda vítima.

Sarzuri disse que o protesto, durante o qual várias pessoas se deitaram no chão, era pacífico e que a Polícia atacou os manifestantes "com armas letais".

Farfán, no entanto, afirmou que as 1.500 pessoas que bloqueavam a estrada de ligação com o Chile tinham dinamite em seu poder e resistiram de forma violenta às ações dos policiais.

O vice-ministro também declarou que o protesto foi apoiado e financiado por Carlos Olmedo, gestor da zona franca de Cochabamba (centro) e que estaria envolvido na apreensão de meia tonelada de munição procedente dos Estados Unidos feita há três semanas.

O protesto responsável pelos confrontos cobrava do Governo de Evo Morales a anulação de um decreto que proíbe a entrada no país de automóveis com mais de cinco anos de fabricação.

De acordo com manifestantes, aproximadamente 15 mil famílias bolivianas dependem da importação de veículos usados para sobreviver.

Horas antes dos confrontos, o porta-voz de Morales, Ivan Canelas, declarou que o Governo não vai recuar diante dos protestos e que o presidente não permitirá que a Bolívia vire um depósito de veículos fabricados em outros países, informou a rádio "Fides".

Para as autoridades, o aumento da importação de veículos gerou "uma maior demanda por combustíveis", além de "riscos para a saúde e a segurança da população, dados os efeitos das emissões de gases que afetam a camada de ozônio". EFE az/sc

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