Conflitos políticos em áreas ricas em gás na Bolívia

LA PAZ - A Bolívia passa por um novo ciclo de violência, enquanto se aprofunda a crise política entre o governo de Evo Morales e a oposição que governa as províncias ricas em recursos naturais. Veja a seguir uma cronologia dos distúrbios ocorridos na Bolívia nos últimos anos:

Reuters |

* Janeiro de 2003 -- Pelo menos 10 pessoas morreram em conflitos entre as forças de segurança e agricultores que se opunham a um plano para erradicar cultivos ilegais de coca, medida apoiada pelos Estados Unidos.

* Fevereiro de 2003 -- Cerca de 30 manifestantes e policiais morrem em La Paz, assim que o ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada tentou introduzir um novo imposto de renda que tentava cortar o déficit fiscal e obter ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI).

* Outubro de 2003 -- O presidente Sánchez de Lozada abandona o poder e foge para os Estados Unidos, depois de indígenas sitiaram a capital por seis dias. Eles se opunham a um plano de 5 bilhões de dólares para exportar gás pelo Chile.

Dezenas de manifestantes são mortos pelas tropas durante os protestos, batizados de 'Guerra do Gás'.

* Julho de 2004 -- O presidente Carlos Mesa declara sua vitória em um referendo que tentava reforçar o controle estatal sobre as enormes reservas de gás natural bolivianas.

* Junho de 2005 -- Carlos Mesa é obrigado a renunciar depois que indígenas, mineiros e camponeses ocuparam a capital, bloqueando as estradas do país por três semanas, para exigir que o Estado assuma o controle das reservas de gás e reforme a Constituição.

* Outubro de 2006 -- Nove pessoas morrem e cerca de 60 ficam feridas quando mineiros usam dinamite em um enfrentamento para controlar as minas de estanho.

* Janeiro de 2007 -- Duas pessoas morrem e dezenas ficam feridas em conflitos entre partidários de Morales e do governador provincial de Cochabamba.

* Outubro de 2007 -- Milhares de manifestantes ocupam o aeroporto mais movimentado da Bolívia, na cidade de Santa Cruz, para protestar contra Morales.

* Novembro de 2007 -- Quatro pessoas morrem em violentos protestos contra as reformas implementadas por Morales a favor dos indígenas e dos pobres.

* Agosto de 2008 -- Morales obtém vitória esmagadora em um referendo revogatório de mandatos, mas os governadores de oposição, a favor da autonomia, também foram mantidos no poder, o que aprofundou o racha político do país.

Duas pessoas morrem em choques entre a polícia e trabalhadores da mina de estanho de Huanuni. Os mineiros exigiam pensões maiores, antes do referendo.

* Setembro de 2008 -- Oito pessoas morrem em meio à violência. Manifestantes anti-Morales atacam gasodutos, interrompendo as exportações do gás natural boliviano para Brasil e Argentina.

Morales ordena ao embaixador norte-americano na Bolívia que deixe o país, acusando-o de estimular os protestos antigoverno.

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