Conflitos no sul da Tailândia deixam pelo menos seis mortos em 48 horas

Bangcoc, 15 dez (EFE).- Pelo menos seis civis foram assassinados durante as últimas 48 horas por supostos insurgentes muçulmanos na conflituosa região sul da Tailândia, onde persiste a violência do movimento separatista islâmico, informou hoje a Polícia.

EFE |

Os ataques começaram no domingo na província de Pattani, onde um homem de 28 anos foi assassinado a tiros em frente à sua casa.

Segunda-feira de manhã, na vizinha Narathiwat, um grupo de desconhecidos atacou com uma faca uma mulher de 37 anos na saída de seu trabalho em uma plantação de borracha, e depois outros dois civis faleceram por disparos.

Horas depois, novamente em Pattani, um budista de 38 anos foi baleado até a morte.

Enquanto isso, as forças de segurança da Malásia detiveram três cidadãos tailandeses em posse de várias bombas de fabricação caseira que iam ser utilizadas em atentados no sul da Tailândia.

Na semana passada, quatorze policiais e soldados tailandeses foram feridos por ataques com explosivos no sul enquanto os primeiros-ministros de ambos países visitavam a zona para apaziguar a região.

Pela primeira vez desde que explodiu o conflito há quase seis anos, tanto Bangcoc como Kuala Lumpur se mostram favoráveis a conceder um estatuto de autonomia às três províncias de maioria muçulmana do sul da Tailândia para pôr fim à espiral de violência.

No entanto, os insurgentes exigem um estado islâmico para pôr fim à discriminação que, segundo denunciam, sofrem por parte da maioria budista.

Os ataques com armas leves, assassinatos e atentados com bomba acontecem diariamente no sul tailandês, apesar do desdobramento de 31 mil agentes das forças de segurança e a declaração quase ininterrupta do estado de exceção.

Cerca de 3.700 pessoas morreram desde que o movimento separatista islamita retomou sua luta armada em janeiro de 2004, após uma década de pouca atividade guerrilheira nas províncias de Narathiwat, Pattani, e Yala, anexadas em 1902 pelo antigo Reino de Siyam. EFE grc/fm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG