Conflitos na Somália mataram mais de 2.100 pessoas neste ano

Por Abdi Sheikh MOGADISHU (Reuters) - Os conflitos na Somália já mataram 2.136 civis até agora neste ano, levando o número total de mortos para 8.636 desde o início de uma insurgência islâmica em 2007, disse um grupo local de direitos humanos nesta quinta-feira.

Reuters |

A Organização Elman Peace and Human Rights disse que registrou 11.790 civis feridos desde o início do ano passado, quando os rebeldes começaram a atacar o governo da Somália e seus aliados militares etíopes.

'Se a comunidade internacional não intervir para conter o massacre no país, os somalianos serão extintos em breve', disse o diretor do grupo, Sudan Ali Ahmed, à Reuters.

Além das mortes de civis, centenas de combatentes dos dois lados também foram mortos, disseram locais.

A insurgência -- a mais recente em um ciclo de conflitos desde a queda de uma ditadura militar em 1991 -- se misturou aos efeitos da seca e da pobreza no país para criar o que os funcionários de auxílio classificam como a pior crise humanitária do mundo.

'A Somália não está mais na beira da catástrofe, o desastre está acontecendo agora', disse o diretor de operações dos Médicos Sem Fronteira, Bruno Jochum, em uma coletiva de imprensa em Nairóbi, no último dos avisos feitos para a comunidade internacional.

A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que 1 milhão de somalianos -- em uma população de 9 milhões -- estão vivendo como refugiados no país.

Entretanto, o Elman Rights, em dados fornecidos à Reuters, aumenta o número para 1,9 milhão. Dezenas de milhares de somalianos já fugiram para os vizinhos Etiópia e Quênia.

Os governos da Etiópia e Somália contestam os números de mortos e refugiados, dizendo que os grupos de direitos humanos estão aceitando a 'propaganda' islamista e estão exagerando a situação.

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