Conflitos estouram em Bagdá depois de semana tranquila

Por Wisam Mohammed BAGDÁ (Reuters) - Tropas iraquianas apoiadas por forças norte-americanas enfrentaram homens armados na cidade de Sadr, em Bagdá, neste domingo, no pior confronto desde que o clérigo xiita Moqtada al Sadr retirou suas milícias das ruas há uma semana.

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A polícia afimou que pelo menos 22 pessoas foram mortas nos conflitos. Autoridades nos dois hospitais da cidade de Sadr informaram que pelo menos 16 corpos haviam sido trazidos e que 78 pessoas feridas estavam sendo atendidas.

Soldados iraquianos estavam se movimentando por dois setores do bairro xiita que é o lugar seguro das mílicias de Sadr, disse o porta-voz das forças dos Estados Unidos.

Helicópteros norte-americanos dispararam pelo menos dois mísseis Hellfire, matando nove combatentes, acrescentou.

Os conflitos seguem uma semana relativamente calma depois de uma severa medida tomada pelo primeiro ministro Nuri al-Maliki em relação aos seguidores de Sadr.

A agitação começa dois dias antes do embaixador norte-americano Ryan Crocker e do General David Petraeus entregarem seus depoimentos sobre o progresso no Iraque ao Congresso dos Estados Unidos.

Segundo a polícia, a operação conjunta entre forças norte-americanas e iraquianas começou cedo no domingo. Disparos podiam ser ouvidos durante o dia na cidade de Sadr, que tem 2 milhões de habitantes no leste de Bagdá.

O general Abboud Qanbar, chefe militar do Iraque em Bagdá, reiterou uma ordem de Maliki para que todos os grupos armados entregassem suas armas.

'Se recusarem a entrega de suas armas, nós as confiscaremos', disse Qanbar a jornalistas em uma delegacia de polícia em Sadr.

Helicópteros Apache norte-americanos sobrevoaram o local e uma coluna de fumaça negra saía do mercado de Jamila, um vasto bazar nos limites do bairro que abastece de alimentos grande parte da metade oriental da capital.

'Criminosos atiraram foguetes e acertaram o mercado de Jamila. Não sei quantas pessoas eles mataram', disse Stover.

Uma fonte do Ministério do Interior disse que o mercado queimou por horas pois bombeiros não conseguiam chegar no local.

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