Refugiados encontram-se acampados em um quartel militar em território tailandês

Pelo menos 20 mil birmaneses se refugiaram na Tailândia após escapar dos combates entre o Exército de Mianmar (antiga Birmânia) e um grupo guerrilheiro da minoria étnica karen, que voltaram a se enfrentar na fronteira entre os dois países nesta terça-feira.

Entre o domingo e a manhã de segunda-feira, pelo menos sete pessoas morreram na cidade birmanesa de Myawaddy após combates entre os soldados birmaneses e o Exército Democrático Karen Budista (DKBA).

Os refugiados, a maioria da etnia karen, encontram-se acampados em um quartel militar em território tailandês, assim como no aeroporto e nas ruas de Mae Sot, situada na outra margem do rio Moi, que separa os dois países. Fontes da Cruz Vermelha indicaram à Agência Efe que estão distribuindo comida e cobertores aos deslocados birmaneses, que se cobrem como podem em tendas de campanha ou em improvisadas cabanas de bambu.

Alguns refugiados asseguram que os militares birmaneses retomaram Myawaddy, que fora ocupada pelos guerrilheiros no domingo, e que não demorarão a expulsar as tropas do DKBA. O Exército tailandês reforçou as tropas na fronteira, preparado para utilizar armamento pesado se a situação chegar a afetar cidadãos tailandeses.

Os deslocados se somam aos 150 mil birmaneses que vivem há décadas em campos de refugiados na Tailândia, foragidos da repressão do seu país. Em 1995, o DKBA assinou um cessar-fogo com o Governo birmanês, mas retornou às armas após as eleições de domingo, a qual classificou de farsa.

A Junta Militar que governa Mianmar realizou o primeiro pleito parlamentar em duas décadas, mas sem a participação da oposição democrática e com a condenação da comunidade internacional.

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