Conflitos em Gaza deixam mais de mil mortos; esforços diplomáticos continuam

GAZA - No 19º dia da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, chegou a mais de mil o número de mortos no conflito, segundo fontes médicas palestinas. O Centro Palestino para Direitos Humanos, com sede em Gaza, estima que mais de 670 das vítimas sejam civis. Do lado israelense, 13 pessoas teriam morrido até agora, sendo três delas civis.

Redação com agências internacionais |


Na quinta-feira, Amos Gilad, alto-funcionário do ministério israelense da Defesa, viaja ao Cairo para discutir o cessar-fogo. Hoje, Israel afirmou não concordar com uma trégua temporária na Faixa de Gaza, pois o Hamas poderia usá-lo para se rearmar.

"Israel não aceitará uma situação em que o Hamas tenha um período temporário de calma só para se rearmar e reagrupar, e isso termina com novas chuvas de foguetes contra Israel", disse Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro Ehud Olmert.

"Israel busca uma calma durável, que contenha uma total ausência de fogo hostil de Gaza contra Israel, e um mecanismo em funcionamento para evitar que o Hamas se rearme", acrescentou Regev.

Hamas

Também na quarta-feira o Hamas afirmou já ter dado ao Egito o seu parecer sobre a proposta de trégua. "O movimento apresentou uma visão detalhada às lideranças egípcias, com quem não há nenhum desacordo. A questão se refere a diferenças sobre como tratar com o inimigo sionista (Israel) em relação às condições desta iniciativa", disse a autoridade do Hamas Salah al-Bardawil.

Bardawil se negou, durante uma entrevista à imprensa no Cairo, a dar detalhes da resposta do Hamas ao plano, que poderia colocar fim aos 19 dias de enfrentamentos entre Israel e o Hamas em Gaza.

As declarações do dirigente foram feitas pouco após o porta-voz do Hamas na Síria, Ali Barakeh, ter afirmado que o grupo tinha aceitado o plano egípcio se a Turquia fosse a fiadora e se, em vez de tropas internacionais, observadores fiscalizassem o cumprimento do acordo.

Horas depois, o dirigente do Hamas no Líbano, Osama Hamedan, negou que a organização tivesse aceitado a iniciativa egípcia e disse que ainda existem diferenças sobre esse plano para colocar fim às hostilidades.

"Não temos tempo a perder"

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que chegou ao Egito nesta quarta-feira, voltou a pedir o cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e prometeu redobrar seus esforços para assegurar o fim da ofensiva.

Reuters

Mais de mil pessoas morreram no conflito, segundo fontes palestinas


"Peço às duas partes que cessem os combates já, pois não há tempo a perder", afirmou Ban Ki-moon aos jornalistas, depois de um encontro com o presidente egípcio Hosni Mubarak no início de uma viagem pelo Oriente Médio.

O encontro com Mubarak, no Cairo, foi a primeira parada de Ban em uma visita que incluirá ainda Jordânia, Israel, Turquia, Líbano, Síria, Kuweit e Cisjordânia.

Segundo a ONU, Ban começou sua viagem "frustrado e preocupado" com as recusas do governo de Israel e do movimento palestino Hamas de acatar a resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Em meio ao conflito em Gaza, uma nova gravação com uma voz atribuída ao líder da rede extremista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, foi divulgada nesta quarta-feira.

Na gravação, Bin Laden convoca uma "guerra santa" para combater a ofensiva de Israel. A autenticidade da gravação, divulgada por sites islâmicos, não pôde ser verificada.


19º dia de conflitos

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