Conflito no Quirguistão deixa 10 mortos e centenas de feridos

Moscou, 7 abr (EFE).- Dez pessoas morreram hoje e uma centena ficaram feridas nos confrontos entre policiais e manifestantes na capital do Quirguistão, Bishkek, informaram defensores dos direitos humanos e fontes médicas.

EFE |

A ativista Toktaim Umetalieva declarou à agência russa "Interfax" que as forças da ordem que abriram fogo não só com balas de borracha, mas também com cartuchos, e mataram uma dezena de manifestantes que tentavam atacar a sede do Governo.

Previamente, o serviço de emergência médica de Bishkek indicou que pelo menos dois mortos e em torno de uma centena de feridos e afirmaram que as desordens na cidade, onde a Polícia dissolveu a milhares de opositores, impedem atender aos lesionados.

Segundo fontes oficiais, os agentes usaram gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes, que tentaram derrubar com um caminhão as barreiras em torno da sede do Executivo, mas foram retiradas da praça pela Polícia.

A Prefeitura declarou em Bishkek um "regime de situação de emergência" sob o que, segundo um porta-voz oficial, não impõe restrições aos cidadãos, mas é recomendado não sair à rua, informou a agência oficial russa "Itar-Tass".

As autoridades denunciam que os opositores - que exigem a renúncia do Governo e do presidente do Quirguistão, Kurmanbek Bakiev, além da libertação de seus líderes detidos nas últimas 24 horas - estão armados com paus, barras, pedras e coquetéis molotov.

Na véspera, mais de 80 policiais ficaram feridos na cidade de Talas, ao oeste de Bishkek, em enfrentamentos com manifestantes, que ocuparam a administração da região e reivindicaram a renúncia do presidente desse país, considerado o mais pobre de Ásia Central. EFE se/dm

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