Conflito na Itália sobre a recepção dos presos de Guantánamo

O ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, é contra receber os presos de Guantánamo apesar da disponibilidade oferecida pelo governo de Roma, a pedido dos Estados Unidos.

AFP |

"Os Estados Unidos são um país enorme, podem trasladá-los a muitos locais", comentou Maroni, um dos líderes da xenófoba Liga Norte, em entrevista à revista Panorama.

"Já manifestei minha contrariedade ao chanceler Franco Frattini", acrescentou o ministro.

Frattini havia dito que examinaria a lista de detidos que poderia receber.

Por sua vez, o ministro da Defesa, Ignazio la Russa, destacou que nada havia de "surpreendente" no fato de a Itália aceitar receber os detentos dos Estados Unidos.

Uma delegação da União Européia viajará este mês a Washington para enfrentar o problema jurídico representado pelas 245 pessoas ainda presas na base americana de Guantánamo, em Cuba.

Um porta-voz do Centro para os Direitos Constitucionais recordou que 60 presos de Guantánamo estão ameaçados de morte se voltarem a seus países de origem.

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