Conflito na Geórgia: Moscou aceita falar com UE, não com Saakashvili

Moscou se recusa a dialogar com o presidente da Geórgia Mikhail Saakashvili, mas conversará com a União Européia (UE) sobre a instalação de forças de manutenção da paz nas regiões separatistas, declarou nesta quarta-feira à rede de televisão BBC o vice-primeiro-ministro russo Serguei Ivanov.

AFP |

"Mantemos relações diplomáticas com a Geórgia, milhões de georgianos são cidadãos russos e vivem felizes na Rússia. No entanto, não falaremos com Saakashvili", avisou Ivanov, acusando o presidente georgiano de praticar um "genocídio" na Ossétia do Sul.

O dirigente russo desmentiu as informações relativas ao avanço das tropas russas na Geórgia fora da Ossétia do Sul.

"Houve muitas informações dizendo que tanques russos estavam na Geórgia, informações que se revelaram totalmente falsas. Houve informações segundo as quais o Exército ia atacar Tbilisi, que também se revelaram completamente errôneas. Portanto, duvido muito da credibilidade das informações procedentes da Geórgia", declarou.

Indagado sobre se a Rússia reconhece a integridade territorial da Geórgia, Ivanov afirmou que "nenhum país pode reconhecer a integridade territorial de outro país".

"Reconhecemos a soberania e a independência da Geórgia, mas a integridade territorial é um caso à parte", destacou.

"A Ossétia do Sul e a Abkházia nunca integraram a Geórgia enquanto países independentes. Elas faziam parte da União Soviética", frisou Ivanov.

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