Conflito interno entre grupos piratas deixa 5 mortos na Somália

Mogadíscio, 19 jan (EFE).- Pelo menos cinco pessoas morreram nos confrontos entre dois grupos de piratas no porto de Haradhere, o principal refúgio dos criminosos no litoral central da Somália, em que disputam o milionário resgate pago pela libertação do super petroleiro grego Maran Centaurus.

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Além das cinco mortes confirmadas - três piratas, um deles líder de uma quadrilha e dois civis - outras dez pessoas ficaram feridas e muitos moradores da localidade abandonaram as casas diante do temor dos conflitos, disseram à Agência Efe fontes dos piratas e idosos da Haradhere. O líder pirata morto era conhecido como Hussein Afweyne.

Os confrontos começaram na manhã de ontem no momento da libertação do Maran Centaurus, pelo qual teriam recebido US$ 7 milhões, conforme diferentes fontes.

Na manhã da segunda-feira, um grupo rival atacou a casa do chefe pirata, conhecido como "Sugulle Ali" e, posteriormente, os combates entre os dois bandos se generalizaram.

De acordo com Jama Adam, um negociador dos piratas, "a situação é tensa em Haradhere e é possível que haja novos enfrentamentos armados, o que está levando muitas pessoas a deixarem à região".

Haradhere é uma pequena população de 3 mil habitantes, que não tem administração e é governada por um líder chamado Abdisalan Khalid, suspeitos de ser sócio dos piratas, que têm nesse porto sua principal base do litoral da Somália.

O super petroleiro grego Maran Centaurus, a segunda maior embarcação sequestrada na história, foi capturada com seus 28 tripulantes em 29 de novembro ao nordeste das ilhas as Seychelles, enquanto transportava dois milhões de barris de petróleo da península Arábica aos Estados Unidos.

Após a libertação do Maran Centaurus, os piratas somalis mantêm ainda 11 navios sequestrados com, pelo menos, 250 tripulantes retidos. EFE ah/dm

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