Conflito em Gaza já matou 275 crianças e 85 mulheres, diz ONU

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) informou nesta terça-feira que pelo menos 275 crianças e 85 mulheres morreram devido ao conflito na Faixa de Gaza. Além disso, 1.362 crianças ficaram feridas.

Redação com agências internacionais |


Segundo informações veiculadas pela rádio ONU, a organização tem tentado entregar água, medicamentos e comida durante a trégua de três horas diárias nos bombardeios, decretada por Israel.

No entanto, segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA), as três horas não são suficientes para a realização do trabalho. De acordo com Patricia McPhillips, representante do Unicef no território palestino, não há nenhum lugar seguro para as crianças na região.

O diretor de operações da UNRWA em Gaza, John Ging, disse nessa terça-feira que a situação é "cada vez mais frustrante". "Detenham os combates para que possamos atender a uma população presa, isolada", pediu Ging. "Que se negocie um cessar-fogo formal ou informal, pouco importa."

Direitos humanos

Nesta terça-feira o Comitê sobre os Direitos das Crianças na ONU afirmou, em comunicado, que os acontecimentos em Gaza "terão graves efeitos emocionais e psicológicos sobre uma geração inteira".

"O Comitê sobre os Direitos das Crianças está profundamente preocupado com os efeitos devastadores que a atual ofensiva em Gaza está tendo nas crianças. Centenas delas morreram ou ficaram feridas, muitos em estado grave e outros perderam seus entes queridos", afirmou o órgão, integrado por 18 especialistas.

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha reiterou nesta terça-feira sua preocupação com as hostilidades em Gaza e lamentou que "muitos feridos tenham sido abandonados, impossibilitados de chegar aos hospitais e em áreas inacessíveis às ambulâncias e ao pessoal médico".

"Alguns feridos inclusive morreram porque as ambulâncias não receberam autorização para chegar e ajudá-los a tempo", acrescentou um comunicado.

A Cruz Vermelha pede "às partes envolvidas, em particular a Israel, que sejam suspensas as restrições impostas às equipes médicas, a fim de que possam realizar seu trabalho de salvar vidas".

"Queremos reafirmar que, de acordo com o direito internacional humanitário, todas as partes envolvidas têm o dever de recolher, atender e evacuar os feridos sem demora ou discriminação", ressaltou.

18º dia de ataques

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